quinta-feira, 31 de março de 2011

. Todos os dias nascem 13 bebés filhos de mães adolescentes

Maternidade. Portugal é um dos países da União Europeia onde mais adolescentes engravidam. Apesar do número de casos estar a diminuir, uma gravidez precoce ameaça tanto a saúde da mãe como a do filho. Segundo especialistas, os jovens ainda têm falta de informação sobre a sua sexualidade.

Um bebé nasceu há pouco mais de uma semana. A mãe, Madalena (nome fictício), tem apenas 16 anos e vive os seus primeiros dias de maternidade no centro de acolhimento para grávidas adolescentes da instituição Ajuda de Mãe.

"A minha família não gostou da gravidez e por isso tive de vir para a residência", explica Madalena.

De acordo com a jovem, o pai do bebé também "não quer saber do filho". Segundo os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, todos os dias, cerca de treze adolescentes e jovens portuguesas, entre os 13 e os 19 anos, dão à luz uma criança. Os números revelam que, em 2007, 12 destas mães eram adolescentes com apenas 13 anos. Para o obstetra no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e especialista em gravidez na adolescência, parece haver um padrão na vida da maioria destas jovens: "Se ainda não abandonaram a escola, provavelmente vão abandonar. Conta-se pelos dedos das mãos as mães adolescentes que têm sucesso profissional", afirma o médico.

Porém não é esse o caso de Madalena: "Estudo para fazer o 9.º ano e quero continuar para ter mais hipóteses de emprego e melhor vida", garante a jovem. Contudo, a gravidez precoce pode originar danos que vão além do insucesso profissional. Existe o risco acrescido de o bebé nascer antes do tempo. Isto porque "o canal de parto só atinge dimensões anatómicas adultas aos 16 anos, mas sobretudo devido ao stress e dúvidas decorrentes de uma gravidez involuntária", esclarece Miguel Oliveira e Silva. Apesar de o número de crianças nascidas de mães até aos 19 anos ter vindo a decrescer - de 6144 casos em 2003 para 4844 casos em 2007 -, Portugal continua a ser um dos países europeus com maior percentagem de grávidas menores. De acordo com um estudo da ONU, em 2001, Portugal era o segundo país da UE com mais mães adolescentes, apenas superado pelo Reino Unido.

Diário de Noticias Online:
http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1173504

Um comentário:

  1. Pois é.....não há nada como o confronto com os casos e as estatísticas! A fonte?

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