quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

. Gravidez na adolescência (Angola)

A gravidez precoce é um facto no país e em Luanda uma tragédia oculta. Nos centros municipais de Saúde e nas maternidades, as adolescentes grávidas que recorrem às consultas são cada vez mais frequentes. De Janeiro a Outubro, a Maternidade Lucrécia Paim registou 133 casos de adolescentes que deram à luz, muitas delas através de cesarianas, porque os seus corpos ainda estão em formação. O Centro Social de Saúde Nossa Senhora das Graças, no Rangel, tem uma área de maternidade e regista por mês mais de 20 casos, revelou a madre Norma, uma das responsáveis do centro.
Madre Norma testemunha situações complicadas na vida das adolescentes grávidas: “Muitas delas chegam aqui sem saber se estão grávidas e quando descobrem só pensam em fazer aborto, para que os pais não descubram. Outras adolescentes, dos 14 aos 18 anos, nem sequer sabem da importância do preservativo.
É um caso muito sério, porque são crianças que não vivem a sua infância como deve ser, e chegam aqui com o pensamento negativo de abortar, porque dão conta que são crianças e não têm condições de sustentar o filho”.

Yara Simão, in Jornal de Angola edição de 24 de Novembro de 2009

. Gravidez na adolescência: um caso trágico

Que este caso sirva de exemplo e oriente melhor sobre este tema polémico.
Uma adolescente de apenas 15 anos estava grávida de 3 meses, quando decidiu realizar um aborto.
O motivo teria sido ocasionado por causa de uma briga com seu namorado. Então, a menor decidiu abortar sem comunicar à família, ingerido medicamentos. Porèm, após tomar os remédios, a menor começou a sentir dores por todo o corpo, além de passar mal. O avô da menor, ao perceber a situação, tentou levá-la ao hospital, mas a menor não resistiu, acabando por falecer no caminho: “Minha neta tinha comentado que discutiu com o namorado, então, dias depois percebi que ela estava passando mal, daí quando a situação piorou decidi levá-la ao hospital, mas no caminho infelizmente ela morreu”.
O corpo da menor foi encaminhado para o instituto de medicina legal (IML) para a realização de uma autópsia que vai apontar a causa da morte.
Por isso, pensa bem antes de tomar uma decisão cujos resultados poderão ser trágicos. Conversa com a tua família. Consulta um médico de confiança. E faz a coisa certa…

. Adolescentes e SIDA (Guiné-Bissau)

O ministro da Saúde da Guiné-Bissau, Camilo Simões Pereira, disse hoje que os números da SIDA no país são preocupantes e que atingem principalmente a camada jovem da população.
“Os números são realmente preocupantes porque, comparativamente aos indicadores existentes na sub-região, a Guiné-Bissau tem dos piores indicadores”, afirmou, em declarações à Agência Lusa.
Medidas para combater o HIV nos países lusófonos vão ser debatidas no III Congresso sobre SIDA, organizado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre quarta e sexta feira, em Lisboa.
“A média segundo os últimos estudos realizados em 2009 anda à volta 5,9 por cento, quase seis por cento de contaminados”, afirmou,
Segundo um relatório sobre a SIDA na Guiné-Bissau, divulgado quinta feira, a camada jovem, especialmente as mulheres, são as mais afetadas pelo vírus do HIV.
“É um sério problema porque infelizmente dá a impressão que os jovens não estão a assumir as suas responsabilidades”, afirmou o ministro, sublinhando que associa esse aumento ao consumo de álcool.
“Penso que o inimigo número um que temos neste momento tem a ver com o consumo excessivo do álcool”, disse.
“Quando se consome muito álcool, as pessoas sentem-se um pouco mais desinibidas e a tendência é para os excessos. Penso que por ai é que devíamos começar a ver as coisas nos centros urbanos”, explicou Camilo Simões Pereira.
“Nós temos de enfatizar esse aspeto e legislar um pouco mais sobre o uso e consumo de bebidas alcoólicas e da droga em si. Só assim podemos fazer baixar a taxa da prevalência na camada jovem”, disse.
Para o futuro, o ministro da Saúde guineense aposta na prevenção e lembrou que o Governo distribui gratuitamente tratamento antirretroviral.
“É uma grande vantagem porque os antirretrovirais custam muito. Se tivéssemos de pedir aos pacientes para que adquirissem os medicamentos, é quase certo que nunca sairíamos deste beco. Os pacientes não têm capacidade de resposta”, disse.
O primeiro registo de um caso de contaminação com o vírus da SIDA na Guiné-Bissau ocorreu em 1985 e, passados 15 anos, 5,9 por cento dos 1,7 milhões de habitantes do país estão infetados.

Paulo Marques , in Jornal I, edição de 14 de Março de 2010

. Violação Sexual, como explicar o mal

Preocupação no seio de muitas famílias
Nos últimos meses as informações que nos chegam por meio dos órgãos de comunicação social, normalmente sustentadas em relatórios policiais, dão conta de ocorrências sistemáticas de crimes de índole sexual, sobretudo violações, que têm estado a ocorrer um pouco por toda Angola, com maior incidência em Luanda.

Não se sabe ao certo a dimensão do problema, mas pelo que tudo indica, a questão já constitui uma grande preocupação no seio de muitas famílias, se tivermos em conta a tipologia do crime em referência e a forma bárbara em que normalmente os seus autores o praticam.

Estamos lembrados das últimas ocorrências que abalaram a cidade de Luanda, designadamente, a morte de uma criança de dois anos, no município da Samba, depois de violada, presumivelmente por dois adolescentes de 16 e 18 anos de idade, a violação e a morte, na mesma semana, de outra criança de 6 anos no município de Cacuaco, para além dos casos do pai que violava a própria filha repetidas vezes, o avô que abusava sexualmente da neta, bem como o filho que violou a mãe. Não estamos perante meras ocorrências policiais, alvos de um registo e seguido do respectivo tratamento judicial. Parece-nos fundamental procurar perceber as grandes motivações que estão na base deste fenómeno, para melhor compreendermos o problema e procurarmos, acima de tudo, saber o que leva um filho a violar a própria mãe, o pai a filha, e como se pode analisar o facto de um jovem violar uma criança de meses.

A violação, numa perspectiva jurídica, é o acto de violência física ou psíquica que condiciona a liberdade do outro, obrigando-o a aceitar comportamentos sexuais contra a sua vontade, ou seja, consumar o acto sexual por coacção e não por via da sedução.

A punição do crime de violação na nossa lei penal pode ir até 8 anos de prisão. Todavia, a principal preocupação que devemos ter não é tanto a punição do infractor, como algumas correntes defendem o aumento da moldura penal aplicável a este crime, mas sim a procura constante da eliminação das causas deste mal e por conseguinte, prevenir a sua ocorrência, aliás, não existe punição que possa reparar o mal causado à vítima, não obstante a mesma (punição) ser necessária.

Perdeu-se a noção do bem, do mal e do pecado
Mas afinal o que falhou na nossa sociedade para tantos desvios comportamentais? Não há dúvidas de que ao longo dos anos fomos assistindo a uma quebra vertiginosa dos valores morais que garantem a harmonia no seio das comunidades. Perdeu-se o respeito ao próximo, perdeu-se o respeito ao mais velho. A noção do bem, do mal e do pecado, para muitos jovens, praticamente não existe. Precisa-se restituir o papel da família, enquanto instituição encarregue pela socialização primária dos filhos e a estabilização psicológica do adulto.

No mesmo segmento devemos lembrar e reavaliar a influência actual da escola na transmissão das principais regras de conduta indispensáveis para a criação e a manutenção do bem-estar social; não deixando de olhar para a influência que as igrejas exercem na orientação do comportamento do indivíduo, sobretudo quando esta intervenção é feita nos primeiros anos de vida. Parece termos perdido a eficácia destas instituições. Os crimes de violação têm consequências incalculáveis, não se limitando apenas aos ferimentos, infecções sexualmente transmissíveis ou gravidez não desejada, mas, sobretudo, a nível psicológico. Um estudo recente da psicóloga portuguesa Francisca Rebocho (O Perfil do Violador Português), aponta que muitas vítimas deste crime evitam denunciar os factos por várias razões. Principalmente as mulheres que têm uma relação estável podem ter este comportamento evitando uma eventual repulsa sexual do parceiro. Também há tendência para a omissão quando o crime ocorre no local de trabalho e o violador é um superior hierárquico. Acreditamos nós que esta situação pode dificultar a percepção da real dimensão do fenómeno e, se considerarmos ainda, cá entre nós, as consequências, lá no bairro, duma eventual estigmatização que a mulher violada pode sofrer.

Quem viola?
A propósito do Perfil do Violador Português, apurou-se que o violador é um homem relativamente novo, com uma idade na faixa dos 30 anos, baixo grau de escolaridade, trabalha no sector primário e inserido numa família. Francisca Rebocho concluiu ainda que alguns violadores são psicopatas ou apresentam traços de psicopatia e existe um risco muito grande de reincidência na prática.

Se acompanharmos, com alguma atenção, sobretudo alguns casos que ocorrem em Luanda, verificamos que a idade mais frequente entre as vítimas varia entre os 10 e os 15 anos, e os violadores normalmente são jovens com idades entre 16 e 19 anos, agindo em grupos, principalmente nos casos em que o crime ocorre na via pública. Para além de, algumas vezes, verificarem-se casos selváticos, de difícil compreensão, nos quais as vítimas são crianças com idade inferior a um ano, ou ainda os casos em que o violador é familiar da vítima.

É com alguma frequência que alguns violadores, quando questionados sobre as motivações do crime, alegam terem consultado um “mestre em práticas de feitiçaria” com o objectivo de instrui-los sobre as formas de obter enriquecimento fácil, tendo-lhes sido recomendado como receita para a mudança da situação financeira, o envolvimento sexual, a todo o custo, com uma mulher virgem, independentemente da idade, ou com alguém do primeiro grau de parentesco. Este argumento, paranóico em nosso entender, não deixa de entrar, como premissa dos estudos que achamos ser urgentes efectuar em busca duma melhor compreensão das principais motivações desta tipologia de crime, envolvendo, certamente, todas as áreas do saber capazes de ajudar na identificação das causas e melhor direccionamento das intervenções das instituições para tal vocacionadas.

Como evitar?
Importa sublinhar alguns comportamentos recomendáveis às potenciais vítimas e tutores de menores enquadradas nas medidas de segurança, numa perspectiva preventiva: não aceite boleias de pessoas desconhecidas, sobretudo a noite; em festas ou quando estiver com amigos não beba demais e não consuma substâncias que não conhece; evite andar sozinha em zonas escuras; quando entrar num táxi com poucos passageiros fixe a matrícula; evite usar roupas “sedutoras” e que podem facilitar os objectivos do agressor, sobretudo, quando circular à noite; não deixe crianças sozinhas em casa;

Como agir?

Em caso de violação, é importante manter a calma e fixar a maior quantidade de dados possíveis, tais como a altura do agressor, marcas no corpo, a marca e a matrícula do carro, etc…, preserve qualquer objecto que lhe pareça ser do agressor para ser presente na altura da apresentação da queixa numa esquadra policial. Se a criança lhe contar os factos não os dramatize na sua presença, as vezes as crianças não têm a noção da real gravidade da situação; esteja atento(a) a sinais exteriores manifestados pelas crianças que podem denunciar indícios de abuso sexual. Oriente-se sempre para a não-aceitação de ofertas de desconhecidos, principalmente os doces; não duvide do que a criança conta, normalmente não mentem e não têm fantasias sexuais até a fase da pré-adolescência. Apresente sempre a queixa à polícia e procure um psicólogo para a devida assistência
(Jorge Bengue,in jornal O País, 8 de Maio de 2009)

. Redes Sociais e Sida (Moçambique)

. O choro dos Bebés

O choro de um bebé sempre foi uma preocupação. Os pais nem sempre conseguem perceber as razões para o desconforto do recém-nascido e tentam entender se o choro é sinal de dor, fome ou sono.
Hoje em dia existem cursos de formação que ensinam os pais a entenderem o significado do choro do bebé nos primeiros três meses de vida.
Cinco sons confundem os pais
Fome, sono, necessidade de arrotar, desconforto e dor são as cinco razões porque os bebés choram. A um ouvido destreinado estes sons parecem todos iguais...parecem, mas não são.
Após dez anos de pesquisa, Priscilla Dunstan, mãe de um verdadeiro bébé chorão, defende que o choro em conjunto com os reflexos corporais correspondem a determinadas necessidades.
Crianças mais calmas e felizes traduzem-se em pais mais confiantes porque sabem, afinal, que quando os seus bebés choram estão a comunicar uma necessidade.
Este sistema funciona desde o nascimento do bebé até por volta dos três meses, quando se torna mais fácil compreender o que o bebé está a querer dizer, porque chora e de que se queixa.
Depois de compreendido o choro, podem evitar-se muitas noites mal dormidas e muitos momentos de stress, angústia e desespero.

. Adolescentes perante a gravidez (Exemplo dos E.U.A)

. Sinopse do 10º capítulo

Na manhã de Sábado, perto do meio-dia, as raparigas estavam todas ansiosas pela chegada da Márcia, até lhe tinham preparado uma festa de boas-vindas. Quando a Márcia chegou ao lar foi logo cumprimentar a sua filha, depois foi cumprimentar a Marta e agradeceu-lhe por ter tomado conta do seu filho. Perto das 3 horas da tarde, a Marta foi com o seu filho Pedro visitar a mãe que estava a trabalhar no cabeleireiro, mas a mãe da Marta não estava, uma colega da sua mãe disse à Marta que ela tinha ido comprar uns medicamentos á farmácia. Marta decidiu ir ter a casa da sua mãe para ver se esta estava lá, quando lá chegou ainda teve que esperar quase uma hora. Quando, finalmente, a sua mãe chegou, vinha com um homem mais velho. Quando a Marta se preparava para cumprimentar a sua mãe, esta adiantou-se e disse que ela era sua sobrinha, que tinha vivido muito tempo com ela. A Marta não gostou nada de ouvir aquilo e foi-se logo embora. Quando chegou ao lar, a Marta foi até à cozinha comer uma sopa. Estavam todas na mesa quando uma das raparigas disse que a comida tinha pouco sal e todas elas concordaram com isso, mas a Dona Ilidia foi logo proteger a Dona Belmira. Depois de todas acabarem de comer, a Dona Ilídia e a Marta foram conversar sobre o que se tinha passado. A Marta explicou tudo o que se tinha passado e a Dona Ilidia disse à Marta para ela compreender a mãe, que talvez se tivesse enganado.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

. Doenças sexualmente transmissíveis

Quando utilizas o presevativo, lembra-te que não estás só a prevenir uma gravidez indesejada, mas também o risco de ser infectado por doenças sexualmente transmissíveis.




As doenças sexualmente transmissíveis(DST) são doenças infecciosas que se transmitem essencialmente pelo contato sexual, quando um dos parceiros se encontra infectado. Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão envolvidos na contaminação por DST, gerando diferentes manifestações, como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.


Algumas das DSTs mais conhecidas:

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SIDA



SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) é uma doença provocada pelo vírus VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana). Este vírus introduz-se no organismo humano, podendo permanecer “inactivo” (as pessoas chamam-se seropositivas), ou “activo”, destruindo o sistema imunitário da pessoa. Um indivíduo infectado com este vírus pode contrair e desenvolver infecções muito variadas, ou mesmo certos tipos de cancro. Embora tenda a ser considerada uma doença crónica, a SIDA ainda não tem cura, sendo mesmo mortal.

Formas de contágio

. Partilhar seringas infectadas
. Relações sexuais com portadores
. Transmissão ao feto pela mãe
. Tatuagens com agulhas não esterilizadas
. Partilhar objectos cortantes e pessoais (lâminas, escovas de dentes, máquinas de barbear)
...

Formas de não contágio

. Picadas de insectos
. Contactos sociais e profissionais
. Utilizar casas de banho públicas
. Beijo
. Abraço
. Toque
. Partilha de roupa
. Utilização dos mesmos talheres
. Brincar com portadores
...



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Herpes genital



Afectam os órgãos genitais e as zonas envolventes. É uma doença que não tem cura e é causada pelo vírus Herpes Simplex. Apenas existem medicamentos que aliviam as dores.


Formas de contágio
Transmite-se por contacto sexual



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Hepatite B



É uma doença causada por um vírus que ataca o fígado, sendo o sangue o principal meio de transmissão, depois a saliva. Se não for tratada, pode provocar a morte. O vírus sobrevive durante bastante tempo e resiste a alguns desinfectantes.

Formas de contágio

Transmissão ao feto pela mãe, através do sémen e secreções vaginais, suor, lágrimas e saliva.


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Gonorreia



Uma infecção das vias genitais provocada por bactérias, designadas genericamente por gonococos. Pode afectar o colo do útero da mulher e também a uretra do homem, podendo expandir-se para a região anal. A gonorreia não tratada pode conduzir à esterelidade em ambos os sexos.


Formas de contágio

Contacto sexual directo; durante o parto


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Candidíase




Doença causada pelos fungos Candida albicans, que se desenvolvem num local quente e húmido da vagina.

Formas de contágio

Contacto sexual ou proliferação do fungo.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

. Os pais e a gravidez na adolescência.


Quando uma rapariga, que não está na idade de ter filhos, anuncia aos pais que está gravida, as coisas não costumam correr da melhor maneira. Muitas vezes, os pais e a família não aceitam o facto de ter um filha grávida tão nova e dizem que não a apoiam com esta situação. A rapariga decide então recorrer ao namorado, que também não aceita ser pai e estragar a sua vida por um bebé não planeado.

Há muitos outros casos onde os pais aceitam o facto da rapariga ter cometido um erro, e obrigam-na a abortar dizendo que "é o melhor para ela..." pois se tiver o bebé irá ter de impedir os estudos e terá de começar a trabalhar para sustentar o seu rebento.

Mas isso é só o aspecto negativo das coisas, porque nem tudo corre mal, há pais mais compreensivos que outros...Existe casos em que as mães aceitam a gravidez e ajudam a sua filha, a sustentar, educar e amar os seus filhos.
Quando os pais não aceitam a gravidez das suas filhas, há namorados que estão dispostos a aceitar o bebé, pois compreendem que foram preciso dois para fazer um bebé e que o bebé não pode ficar sobre total responsabilidade da mãe.






"Plantaste uma sementinha

Gerando um novo ser

Para quem serás rainha,

A doce e feliz mãezinha

Do bebê que vai nascer"





. O que é a pílula do dia seguinte?


O método contraceptivo conhecido popularmente como Pílula do Dia Seguinte é, tal como o nome indica, um método de contracepção de emergência.

Este pode ser utilizado após uma relação sexual em que houve uma falha na utilização de um método contraceptivo, ou no caso de o preservativo romper ou ficar dentro da vagina, deslocamento do dispositivo intra-uterino, erro ao tomar a pílula, no caso de relações sexuais forçadas (violação), ou simplesmente quando não houve protecção.


Como funciona?

  • A pílula do dia seguinte é um método anticoncepcional cuja acção fundamental é impedir a ovulação, e interferir na fecundação e no revestimento interno do útero. Assim, cria-se um ambiente não-propício à implantação do óvulo fecundado.Deve ser tomado o mais cedo possível, depois de ter tido uma relação sexual não protegida, e preferencialmente nas primeiras 12 horas. Ainda assim, pode ser tomada durante as 72 horas (3 dias) seguinte à relação ter ocorrido. No entanto, quanto mais cedo forem ingeridas, melhor, pois a sua eficácia vai diminuindo conforme o tempo vai passando. Ainda que tomada nas primeiras 12horas, o mais recomendado, a pílula do dia seguinte tem apenas 75% de eficácia e portanto, apesar de reduzir muito as hipóteses de engravidar, há sempre essa possibilidade e deve ficar atenta nos próximos tempos depois da toma.

Quando tomar a pílula do dia seguinte é normal se sentir os seguintes sintomas:
  • náuseas e vómitos (neste caso, se vomitou nas 3 horas seguintes à toma deve verificar se expeliu os comprimidos; neste caso recomenda-se que tome de imediato outro comprimido);
  • tonturas e cefaleias (dores de cabeça);
  • dores abdominais;
  • tensão mamária;
  • aparecimento de hemorragias (que não correspondem à menstruação)
  • fadiga;
  • diarreia;
  • menstruação abundante ou atraso na menstruação (irregularidades na próxima menstruação).

Depois...

  • Nos dias seguintes, entre três e oito dias após a toma, é normal e esperado que sofra uma perda de sangue. A não ocorrência dessa perda, até três semanas, pode significar uma gravidez e no caso de isso acontecer, uma pílula de emergência não tem qualquer tipo de efeito sobre uma gravidez já instalada.
  • É aconselhável que vá a uma consulta médica, cerca de 3 semanas depois da toma do medicamento, para se certificar da actuação da pílula do dia seguinte.
  • Se a sua menstruação se atrasar mais de 5 dias ou se for invulgar ou abundante, deverá, da mesma forma, consultar o seu médico o mais brevemente possível, ou fazer um teste de gravidez.
  • Se, após a utilização da pílula do dia seguinte, continuar a utilizar contracepção hormonal regular, como por exemplo a pílula contraceptiva oral, e não sofrer hemorragia de privação normal, consulte o seu médico para ter a certeza de que não está, à mesma, grávida.


A Não esquecer!

  • A anti-concepção de emergência, ou pílula do dia seguinte, é precisamente para casos pontuais, portanto não deve abusar da sua utilização e jamais tomar mais do que uma vez no mesmo ciclo menstrual.
  • No caso de uma utilização recorrente, as altas dosagens de hormonas a que está a submeter o seu corpo podem causar retenção de líquidos, tensão alta, náuseas, tromboembolismo e desequilíbrio hormonal, constituindo uma grave agressão ao organismo. Além disso, o uso regular diminui a eficácia do método, aumentando o risco de engravidar.
  • O uso abusivo destes medicamentos pode ainda causar danos graves, como cancro da mama e do útero, problemas numa futura gravidez, além de trombose e embolia pulmonar.
  • N.B .A Pílula do Dia Seguinte não protege contra as doeças sexualmente transmissíveis!

. Proteja-se!!!!!!!!!!!!!!!!!!




Para além do presevativo masculino e feminino, cuja funcionalidade já deixámos explicadas, existem outros métodos contraceptivos:

Contracepção hormonal oral (vulgarmente pílula)


Contracepção hormonal injectável



Contracepção hormonal-implante




Dispositivo intra-uterino (DIU)





Espermicida



. Contracepção cirúrgica



. Música para bebés (Mozart)

. Sinopse do 9º capítulo

Quando Marta chegou das compras com D.Ílidia, subiu até ao 1º andar. À hora de almoço, a mesa já estava posta, mas Marta tropeçou no tapete e deixou cair a travessa do arroz de cenoura que tinha nas mãos. Belmira chateou-se com Marta, e a jovem, coitada, foi falar com D. Ílidia. Mas ela também ficou zangada com o ocorrido, e Marta subiu para o quarto triste. Apertou Pedro com carinho, e cantou-lhe com ar sorridente. Bruna entra de repente no quarto, a perguntar se queria almoçar. Ela, para não dizer “não”, foi. Depois de almoço, Marta e Susana, foram dar um passeio. Passaram uns rapazes, e um deles, o Filipe, perguntou-lhes se eram baby-sitters ou irmãs mais velhas. Marta ia contar a verdade, mas Susana antecipou-se e disse que eram baby-sitters. Eles ainda se meteram com as jovens, mas depois acabaram por ir embora. À noite, Marta lia o seu livro de António Nobre, intitulado “Só”. Como por “milagre”, Pedro adormeceu. Devia ter sido por ouvir a voz da mãe. Marta, arrumou o livro de poesia no armário e foi ver se o filho dormia soltamente. Viajar, foi sempre o seu sonho. Mas só depois de arranjar uma casa para ela e Pedro. A História sempre fora a sua disciplina favorita. Ela sempre quis conhecer a China. O Pedro ia adorar, sonhava ela. Se pudesse, punha Pedro numa escola de línguas, já que não era fisicamente parecido com ela, nesse aspecto das línguas teria o mesmo gosto que a mãe. Mais uma vez, lembrou-se de Fred. Não o conhecera bem, é verdade. Ser mãe, não era fácil. Por outro lado, não se aprendia nos livros, era aos poucos. Depois, acabou por adormecer.

. Diário de Marta (III)

-Olá diário,
Hoje foi o pior dia da minha vida, contei ao Fred que estava grávida, ele não aceitou e imagina lá, até me pediu para abortar, mas é claro que eu não vou fazer isso, iria estar a matar uma pessoa.
Bem, não me interessa, eu vou ter este bebe custe o que custar, se queres que te diga acho que até já sinto alguma ligação, não sei… é estranho.
Depois também contei à minha mãe e ela começou logo a stressar, para não variar, eu disse-lhe que não precisava da ajuda dela, que me safava sozinha, como tinha sido toda a vida, o que é certo é que agora estou sozinha nisto. E não vale a pena fazer um drama aconteceu, aconteceu, agora é acartar com as consequências.
A verdade é que estou muito triste com a reacção do Fred. Quando comecei a andar com ele não sabia que ele era assim tão criança, mas pelos vistos é e agora já é tarde.
A minha mãe também me desapontou e muito! Vê lá que até já me disse que não tem dinheiro e que amanhã vai ligar ao meu pai para me mandar dinheiro todos os meses, e claro para lhe contar o que se está a passar. E disse-me também que daqui a alguns meses vou acabar por deixar a escola. E que muito provavelmente vou viver para um lar. E ainda me disse que amanhã já vai ver de lares, ou seja, a minha vida está a dar uma volta de 180 graus e eu não estou a conseguir acompanhar, eu acho que ainda não estou ciente do que se está a passar.
Até manhã…

. Diário de Marta (II)

- Olá, querido diário,
Fiz o teste de gravidez e… estou mesmo grávida, fiz três testes e todos deram positivo, e agora o que é que eu vou fazer á minha vida!? Estou muito triste e desesperada, o meu pai não está cá, está no Porto a viver com outra mulher, a minha mãe pura e simplesmente tem problemas relacionados com a saúde, não são graves, mas ela faz deles um pesadelo e ainda por cima conta a vida dela a toda a gente.
Agora não sei se deva contar ao Fred, ele hoje teve uma atitude muito infantil comigo, muito sinceramente ele tem que crescer, é um bocado infantil, por isso mesmo é que eu não sei se ele aceitará isto…
Eu já não sei é nada, estou muito desesperada não sei mesmo o que fazer!!!
Conto ou não, eis a questão…
Até manhã, até lá tenho muito em que pensar.

. Bebés são capazes de perceber pontos de vistas


"Os bebés de até sete meses conseguem perceber e compreender o ponto de vista de outra pessoa, segundo um estudo publicado na revista «Science». Até agora, considerava-se que essa habilidade, conhecida como "teoria da mente", só era desenvolvida a partir dos três ou quatro anos.

"Crianças mais novas têm dificuldade em acompanhar cenários complicados", afirma Ansgar Endress, psicólogo cognitivo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e um dos autores do estudo. Mas ele e os seus colegas usaram um cenário simples para testar as habilidades perceptivas de bebés e adultos.

O grupo exibiu vídeos animados em que uma bola girava atrás de uma parede e, a cada vez, ficava ali ou rolava para fora do campo de e voltava. Na animação, também aparecia uma personagem, mas nem sempre acompanhava o destino final da bola.

Os adultos foram capazes de determinar mais rapidamente a trajectória da bola levando em conta a perspectiva da personagem do desenho. E, embora tenha sido mais difícil para as crianças, os investigadores descobriram que os bebés fitavam a tela durante mais tempo quando a expectativa da personagem sobre a bola não correspondia à realidade – o que indica que estes compreenderam o ponto de vista da personagem do vídeo.

O estudo pode ajudar psicólogos a entender melhor o funcionamento de uma sociedade. "Se a pessoa quer trabalhar em conjunto, se quer cooperar, se quer se comunicar, isso só é possível quando se considera a perspectiva do outro", conclui." (in Ciência hoje, Jornal de Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo).

. Sinopse do 8º capítulo

Tinha sido uma má noite para Márcia. Esteve cheia de cólicas e gemia. De manhã, foi até ao hospital, enquanto Marta se ofereceu para tomar conta da filha, Cecília. O lar foi avisado que Márcia ficou no hospital para ser operada, pois teve uma apendicite. À hora de almoço, D. Belmira foi à sala. Pediu às jovens para irem pôr a mesa para o almoço, mas nenhuma se ofereceu. Mais tarde, Marta foi chamada para ir ao quarto, pois as crianças que estavam a seu cuidado (Pedro e Cecília), já estavam acordadas. Na cozinha, D. Ílidia e algumas jovens, uma delas a Bruna, falavam do estado e da operação de Márcia, enquanto Marta preparava uma sopa para D.Ílidia. Marta, subiu outra vez ao quarto, para ver os bebés que dormiam. Mas não quis descer, e ficou a escrever no diário: como tem sido a sua vida no lar; como seria dali para a frente; e como é que D. Ílidia tratava todas as jovens que iam ali parar. Marta ficou feliz por voltar ao seu amigo diário, mesmo que o que escrevesse fosse só para ela.

. Fisiologia sexual da mulher

Quais são os primeiros sinais de gravidez?

A gravidez é acompanhada de sintomas que se tornam necessários conhecer para se poder consultar um médico o mais rapidamente possível.

Os sinais para os quais se deverá estar atento são:

-em primeiro lugar, um atraso da menstruação;

-dores na barriga simulando o aparecimento da menstruação;

-mama inchada, dura e/ou dorida;

-uma fadiga anormal e uma vontade de dormir;

-náuseas e vómitos;

-uma vontade de urinar mais frequente que o normal;

0 aparecimento de todos estes sinais não é obrigatório, podendo ocorrer apenas alguns deles, que deverão alertar.

Quando é que se deve utilizar a contracepção- emergência? Até 72 horas após uma relação sexual não protegida, ou em caso de falha de um método contraceptivo, como por exemplo:

-Rompimento ou esquecimento do preservativo;

-Esquecimento da pílula contraceptiva oral para além do prazo máximo admitido após a última toma;

-Expulsão do DIU (Dispositivo Intra-Uterino);

-Remoção antecipada ou deslocamento de um diafragma vaginal ou de um cone contraceptivo;

-Falha do método do coito interrompido;

-Relação sexual durante o período supostamente fértil quando se optou pelo método da abstinênciaperiódica (método das temperaturas);

-Em caso de violação.

Existe algum período do ciclo em que não haja risco de engravidar?

Em qualquer período do ciclo, excepto durante o período menstrual, existe risco, qualquer que seja a data do acto sexual não protegido ou mal protegido. É por esta razão que o método de cálculo dos dias (Ogino) é pouco eficaz.

. Diário de Marta (I)

- Olá querido diário,
Hoje o Frederico foi muito querido comigo, deu-me um anel bué bonito.
Eu sinto que estou completamente apaixonada por ele e sei que ele também está por mim.
No meio destas coisas bem fixes, estou muito preocupada porque o período está com duas semanas de atraso e eu e o Fred tivemos juntos há três semanas, e agora não sei se lhe deva contar, pois posso estar a arranjar problemas onde eles não existem. Não sei, mas acho que devo fazer o teste de gravidez. Apesar de não ter sintomas de gravidez, como o período não me aparece, fico a saber se estou grávida.
Até amanhã, espero mesmo que não seja nada!

. Casos reais de mães adolescentes.

Yasmin.

Tenho 15 anos e fiquei grávida com 14, a minha mãe quase que me matou e então tive que ir morar para a casa da mãe do meu namorado. Sofri muito, pois tinha que aguentar a minha sogra e a minha cunhada. Eu e o meu namorado não podíamos dizer nada, pois morávamos de lá de favor… Foi péssimo, mas eu amo o meu filho Pedro Henrique, mais do que tudo.

Liliana

Tive grávida há cerca de um mês e meio, quando descobri que estava grávida, contei aos meus pais e eles disseram que o melhor era abortar. Abortei, e agora estou muito arrependida, porque no fundo não era o que eu queria. Agora, constantemente, tenho sonhos com bebés, etc… O que vale é que tenho o apoio do meu namorado, se o arrependimento matasse … Acho, e antes de abortar achava, que há sempre uma oportunidade para tudo.

Isah.

Olá, bem vou contar a minha história. Agora tenho 16 anos, mas quando engravidei tinha 15, foi uma coisa que aconteceu. Nem eu, nem o pai do bebé, estávamos à espera. Ele tinha 14 anos e disse para eu abortar, e eu disse logo que não. O bebé não tem culpa do nosso erro, vou ter esta criança e não se fala mais neste assunto. Entretanto, eu acabei com ele, porque ele só queria que eu o tirasse. Agora o meu bebé lindo tem dois meses e estou muito feliz, foi o melhor que me aconteceu e não me arrependo de nada. Vou criá-lo com a ajuda da minha mãe. Espero que a minha história ajude algumas raparigas.

Bruna.

Olá! O meu nome é Bruna, tenho 14 anos e estou grávida. Moro com a minha mãe e estou passando a pior fase da minha vida. Primeiro, o pai do meu filho não quer assumi-lo e todos da cidade comentam sobre mim. Aquele idiota só quis praticar o acto sexual, mas na hora de assumir ele não quis.

Elaine.

Tive a minha filha com 15 anos e a segunda com 17, passei um bocado. Hoje eles têm 18 e 16, são super-cabeça e dou bastantes conselhos sobre ter filhos. Todos pensam que sou irmã delas e agora estou a tentar engravidar de novo!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

. As mães adolescentes e as suas preocupações

Gravidez na adolescência, todos se preocupam com a mãe. Com certeza, este olhar é necessário, pois neste momento são dois focos, dois olhares, dois corpos em evolução, dois seres em desenvolvimento e mudanças.
A mãe adolescente, se desejou o filho, tanto melhor, será mais receptiva e atenta às informações e orientações que receber, para as colocar em prática. Assim, a sua saúde e a de seu filho estarão preservadas.
As mães adolescentes que não desejam ter os filhos, já não estarão receptivas às orientações e informações que receberem, colocando assim em risco a sua saúde e a do seu filho, o que na sua cabeça não fará diferença, pois elas não querem os bébés. O acolhimento dessas mães deve ser feito de forma criteriosa e sistemática, mas com muito amor e atenção, mais humanitária do que científico, com mais "colo" do que palavras: muitas mães que não querem seus bébés, não foram amadas, não receberam carinho. O momento do pré natal é muito importante porque a adolescente, muitas vezes, vai ao programa e/ou serviço somente para esta consulta, neste momento os outros profissionais da equipa poderão estar na "sala de espera", "conquistando" essas jovens para participarem em outras oficinas e/ou grupos com actividades diversas.

O que está acontecer?
1. Será que é a televisão, com as novelas, que é uma apelação para o sexo precoce?
2. Será que são os pais que não conversam, não dão esperança de um futuro melhor para os filhos?
3. Será que é o desmoronamento da família que tem afectado os jovens?
4. Será que estamos chegando ao final dos tempos?
5.Será que falta uma perspectiva de ter algo melhor lá no futuro?
6.O que está acontecendo com os jovens?

"Gente, com 12 anos, subia em mangueiras, arrancava abacates no pé, brincava de bonecas, de pique lata, de amarelinha, tocava a campainha na casa dos vizinhos e saía correndo. Era muito bom, me lembro com saudades daquele tempo.
A mais importante preocupação das mães de cuidar do seu corpo. Hoje em dia não vemos essa preocupação. As meninas conhecem um rapaz, não sabem nada dele e, em pouco tempo já estão na cama. Que isso? Não sabem que tipo é, não sabem nada da vida da pessoa e já vão logo para o sexo. Nosso corpo é o Templo do Espírito Santo de Deus. As coisas não são assim, não! Calma! Tudo é aos poucos e com muito conhecimento. Acho que há uma grande inversão de valores hoje em dia. Quando não Conseguir criá-los, orientá-los, dar-lhes condição de uma vida decente. Não estudam, não se formam em nada, como vão se manter e manter os filhos? Aí tem que se sujeitar a desempregos, não possuem uma formação específica.
As meninas novas, acabadas, sem dentes, maltratadas, cabelos sem cuidado, roupas velhas e gastas. A cabeça que não pensa o corpo é que paga. Quantos sonhos, quanta coisa boa para se fazer, para se estudar. Filhos é maravilhoso, mas quando a pessoa pode se sustentar e sustentá-los com dignidade. Não é isso que vemos hoje em dia. "

. Grávidas do Mundo

Adolescente grávida,
Grávida do mundo,
Assumindo tudo,
Toda a responsabilidade de um ser

Tudo tão prematuro
Ao entrar no novo mundo
Que vão conhecer

Como abortar do mundo
Quem não tem a chance
De se defender?

Mas não vou julgar o acto!
Vou-me calar com o facto!
E só admirar a coragem
Da mãe que vou ter

Adolescentes grávidas,
Grávidas do mundo

. Fases da gravidez





Primeiro mês: uma mudança discreta
Estás grávida, mas ninguém diria. Aparentemente, o teu corpo está na mesma, mas os primeiros sintomas de gravidez não se fazem esperar.

Segundo mês: a formação dos órgãos
Dentro do útero ocorrem grandes transformações, mas, por fora, ainda nada é evidente. Os órgãos do embrião irão desenvolver-se até às dez semanas. Esta é a fase em que o bebé está mais vulnerável a factores que possam interferir no seu desenvolvimento.
A cabeça, a boca, os lábios, os olhos, as fossas nasais, os membros superiores e inferiores já se distinguem. As estruturas principais estão a funcionar: o coração, o estômago, os rins, o fígado.

Terceiro mês: de embrião a feto
O embrião continua a crescer e, a partir de agora, chama-se feto. O rosto desenha-se, as pernas e os braços estão mais compridos e os dedos encontram-se na fase final de formação. Já se distinguem os ombros, as ancas, os cotovelos e os joelhos.

Quarto mês: o estado de graça
Este é o primeiro dos três meses magníficos. Irás sentir-te melhor agora que os enjoos passaram. A tua barriga está a ficar proeminente.
O seu pequeno coração bate duas vezes mais depressa do que o da mãe e aproveita para fazer piruetas enquanto tem espaço suficiente para se mexer.

Quinto mês: «já se nota!»
Os músculos do bebé encontram-se em actividade intensos. A pele torna-se mais espessa, mas ele está ainda muito magro, pois não acumulou gordura. Ouve a voz da mãe e sobressalta-se com certos ruídos.

Sexto mês: a fase da curiosidade
Até certa altura, a gravidez está muito associada a enjoos e mal-estar, a receios e dúvidas.
Mais tarde, a mãe poderá sentir-se cansada. O bebé mexe-se muito, mas também passa bastante tempo a dormir. Está a ganhar energia para a sua nova vida

Sétimo mês: o início da recta final
O bebé está formado e a ganhar peso. É possível que esteja já de cabeça para baixo, pressionando a bexiga da mãe que terá mais vontade de urinar.

Oitavo mês: o bebé está quase pronto
Se nascesse agora, o bebé teria boas capacidades de sobrevivência.
Mas deve continuar a ganhar peso e a desenvolver o sistema respiratório.
Está muito maior, mas mais apertado no útero.

Nono mês: finalmente!
Na 36ª semana, o bebé encaixa-se, preparando-se para o grande momento. Os seus movimentos tornam-se mais lentos e você está ansioso por que ele nasça, sendo normal que se sinta impaciente e até esgotada. Brevemente, contudo, irá ouvir o choro tão desejado que indica que tudo está bem e que a sua nova vida acabou de começar.

. Ajuda de Berço

A ajuda de Berço é uma instituição que acolhe mães adolescentes e os respectivos filhos. Em altura de crise também ela sofreu, quase fechando as portas. Graças a ajuda de muitas pessoas, entretanto, conseguiu manter-se no activo. Porque não é só na altura do Natal que precisam de ajuda, mas sim todo o ano, aqui fica como podem apoiá-la:

--> oferecendo o que mais precisam cada mês

-->donativo dedutível no IRS

-->fazendo-se sócio

-->fazendo um telefonema para:760 300 410

-->comprando o Colinho

-->comprando um CD

-->lendo o nosso livro

-->entre na campanha “Ser Solidário”

-->projecto tinteiros

-->comprando a t-shirt “A Movimentar o Amor”

-->lendo o livro ” Um menino Diferente”

-->NIB 00 33 00 000 20 88 43 77 65 36

-->NIB 0010 0000 4271709001 64



Porque Isto não é nenhuma brincadeira, são futuros nas nossas mãos !!



. Instituições de Apoio a Grávidas


AJUDA DE MÃE
A Ajuda de Mãe existe para apoiar as mulheres grávidas e ajudá-las a criar condições para melhor acolherem os seus filhos e para que estas famílias tenham uma vida melhor. É apoiada pela Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e tem acordos de parceria com diversas instituições, nomeadamente com o Banco Alimentar Contra a Fome, Centros de Saúde e Centros de Emprego.
Tem duas residências para grávidas, sendo que uma se destina exclusivamente a adolescentes.
Tem escola de mães e promove cursos com equivalência escolar obrigatória.
Possui gabinetes de atendimento em zonas de risco de Lisboa e arredores e faz acções de formação em planeamento familiar.
SOS Grávida Tel: 808201139 ou 213862020 (Linha telefónica de esclarecimento e encaminhamento sobre gravidez, sexualidade e planeamento familiar). Funciona todos os dias úteis das 10 às 18 horas.
Ajuda de mãe Tel: 213827850 Fax 213827859.
Localização: Rua do Arco do Carvalhão – nº282 1350-026 Lisboa.
Na internet: em http://www.ajudademae.com/contacto


AJUDA DE BERÇO
A Ajuda de Berço é um centro de acolhimento para bebés dos 0 aos 3 anos de idade em situação de risco ou abandono. Foi fundada em 1998 e começou a receber bebés em Janeiro de 1999. Desde essa altura recebeu cerca de 60 bebés, dos quais 40 foram já entregues novamente às suas famílias biológicas ou a famílias de adopção. A capacidade de alojamento é de 20 bebés, num espaço situado na Quinta da Cabrinha e cedido pela Câmara Municipal de Lisboa. Tem um grupo de cerca de 100 voluntários e 30 funcionários onde se inclui a equipa técnica, educadora, auxiliares de educação, cozinheira e auxiliares de limpeza. Trabalha em articulação directa com o Tribunal de Família e Menores do qual recebe orientação para o encaminhamento das crianças. A S.C.M.L. atribui um subsídio mensal para manutenção do centro e o Banco Alimentar contra a Fome apoia em géneros alimentares. O centro é ainda financiado através de donativos de particulares e das quotas dos seus sócios.
Contacto: Drª Sandra Anastácio
Av. de Ceuta, nº51, r/c, Lisboa – Tel.: 21 362 82 74 / 6
ajudadeberco@mail.telepac.pt
Na net: http://www.ajudadeberco.pt/


S.O.S. VIDA – APOIO À GRÁVIDA
O S.O.S. Vida é uma instituição de apoio a grávidas em situação de risco apoiada pela Diocese do Algarve e pelo seu Bispo, D. António Madureira. Está sediado em Faro, mas trabalha com grávidas de todo o Algarve. Tem um gabinete de atendimento presencial e telefónico, e duas casas onde acolhe grávidas temporariamente (Portimão e Alcantarilha). A terceira casa de acolhimento está em construção. Dá todo o apoio necessário às grávidas, incluindo seguimento médico, ajuda à procura de emprego depois do nascimento do bebé, etc. Surgiu depois do referendo de 1998 e até Abril de 2001 já deu apoio a mais de 130 grávidas que puderam assim ter os seus filhos com as condições necessárias.
Contacto: Pe. Jerónimo Gomes
Rua da Saúde, 4 – 8000 Faro – Tel.: 289 812 812 (24h)


ASSOCIAÇÃO DE DEFESA E APOIO DA VIDA – ADAV
A ADAV-Coimbra nasceu em 1999 e obteve o reconhecimento como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) no ano seguinte. Propõe-se colaborar com a família, através do apoio solidário à vida humana, desde a concepção até à morte natural. A ADAV tem âmbito nacional e a sua actividade desenvolve-se em várias direcções, a que tem chamado “Projectos”. O primeiro – o “Projecto Mãe” – gira em torno da grávida, proporcionando-lhe, num trabalho em rede, ajuda eficaz para superar qualquer obstáculo que ameace comprometer o seu direito à maternidade. O “Projecto Mãe” conta já com um centro de atendimento em Coimbra e outro em Leiria. Os centros estão protocolarmente ligados a pessoas ou instituições das áreas da Medicina, Psicologia, Direito, Segurança Social, Emprego, etc. que prestam, a título gratuito, os serviços profissionais em cada caso indispensáveis para o bom êxito do “Projecto”. O “Projecto Avô” – de apoio à terceira idade desamparada – começa agora a desenhar-se. Na escola, o “Projecto Crescer” dirige-se a pais, professores e alunos, num espectro variado de iniciativas: formação contínua de professores, grupos de solidariedade juvenil, sessões de debate construtivo, gabinetes de apoio ao aluno, etc. O “Projecto Opinião” mais não pretende do que contribuir para a formação da opinião pública, numa sociedade livre e plural.
Contacto:
ADAV – Coimbra
Praça 8 de Maio, nº 42, 2º, sala B, 3000-300 Coimbra – Tel.: 239 820 000
ADAV – Leiria
ADAV – Aveiro Apartado 420, 3811-901 AVEIRO adavaveiro@hotmail.com


VIDA NORTE
Vida Norte, assim se designa esta associação que promove a vida na zona banhada pelo Douro. Iniciámos os primeiros passos quando foi urgente unir as vozes em torno da Vida. Contudo, essa oportunidade de juntar esforços não terminou com a vitória nesse combate desigual. Logo constatámos que o nosso serviço à vida não só não tinha terminado, mas mal tinha começado. Dirigimos, desde então, os nossos esforços em três frentes: por um lado, para o incremento da formação interna. Precisávamos de robustecer a qualidade dos nossos argumentos, aliando maior rigor técnico e melhor fundamento científico à nossa admiração pela beleza e dignidade da vida humana, mesmo na sua aparência mais débil e desprotegida.
Por outro lado, promovemos acções de formação “externa”, tentando dar resposta aos pedidos das associações de pais, dos professores e dos diversos grupos de jovens que solicitam, frequentemente, a nossa colaboração nas suas actividades.
Realizamos também um programa de rádio – “Portugal pela Vida” – em parceria com a Associação T.P.V. na Rádio Digital de Famalicão. Às quartas-feiras as ondas hertzianas falam da Vida.
Uma outra rota que pensamos ser fundamental incrementar está relacionada com o apoio directo a jovens grávidas. Estamos a desenvolver casuísticas para poder dar uma resposta cada vez mais efectiva a estes pedidos, disponibilizando apoio médico, psicológico, jurídico e laboral.
Por último, procurámos intervir construtivamente no debate político sobre as questões “vitais” da nossa sociedade – as que implicam formidáveis desafios à dignidade da pessoa humana, à sua própria humanidade – no espírito de uma verdadeira participação cívica, através de acções de esclarecimento e informação junto das Comissões Parlamentares, despertando as energias e capacidades de iniciativa social latentes na sociedade.
Este é o Vida Norte…
Contactos:
Ana Maria Carvalho
R. Alberto Aires Gouveia, nº 5 – 1º
4050-023 Porto
Telef: 22 606 30 46; Fax: 22 606 30 06. Telemóveis: 91 763 89 70; 93 429 43 39; 96 607 54 05.
vidanorte@oninet.pt
Na net: http://www.vidanorte.org

. Como usar o preservativo feminino

. Alguns dados sobre gravidez na adolescência (Europa)

Suíça-> Taxa de nascimentos: 5.5 Taxa de abortos: (não disponível) Percentagem de mães adolescentes casadas :61%
Países Baixos-> Taxa de nascimentos: 6.2 Taxa de abortos: 3.9 Percentagem de mães adolescentes casadas:35%
Suécia-> Taxa de nascimentos: 6.5 Taxa de abortos:17.7 Percentagem de mães adolescentes casadas:18%
Itália-> Taxa de nascimentos:6.6 Taxa de abortos:6.7 Percentagem de mães adolescentes casadas:55%
Espanha-> Taxa de nascimentos:7.9 Taxa de abortos: 4.9 Percentagem de mães adolescentes casadas:40%
Dinamarca-> Taxa de nascimentos: 8.1 Taxa de abortos:15.4 Percentagem de mães adolescentes casadas 23%
França-> Taxa de nascimentos: 9.3Taxa de abortos: 13.2 Percentagem de mães adolescentes casadas:15%
Bélgica-> Taxa de nascimentos:9.9 Taxa de abortos:5.2 Percentagem de mães adolescentes casadas:42%
Grécia-> Taxa de nascimentos:11.8 Taxa de abortos: 1.3 Percentagem de mães adolescentes casadas:80%
Alemanha-> Taxa de nascimentos:13.1 Taxa de abortos: 5.3 Percentagem de mães adolescentes casadas:39%
República Tcheca-> Taxa de nascimentos: 16.4 Taxa de abortos:12.4 Percentagem de mães adolescentes casadas:47%
Irlanda-> Taxa de nascimentos: 18.7 Taxa de abortos:(não disponível) Percentagem de mães adolescentes casadas:4%
Polônia-> Taxa de nascimentos:18.7 Taxa de abortos:(não disponível)Percentagem de mães adolescentes casadas:60%
Portugal-> Taxa de nascimentos:34.4Taxa de abortos: 55.6 Percentagem de mães adolescentes casadas:85%
Hungria-> Taxa de nascimentos: 26.5 Taxa de abortos: 30.2 Percentagem de mães adolescentes casadas:36%
Reino Unido-> Taxa de nascimentos:30.8 Taxa de abortos:21.3 Percentagem de mães adolescentes casadas:10%

. Sinopse do 7º capítulo

A Marta acabara de receber a 1ª carta do pai. Leu-a para Pedro e Bruna. O seu conteúdo elogiava sobretudo Pedro e dizia que a iria visitar. Pedro sorriu, e Marta ficou contente pelo seu filho estar melhor. Como Marta precisava de fazer a baínha das suas calças, foi para a sala. Susana, outra jovem, ligou a rádio, e Marta fez “play back” da música que estava a passar. Todas as outras jovens a imitaram. Belmira, veio da cozinha pedir ajuda para fazer o almoço. Mas como estavam todas tão divertidas, ninguém se ofereceu. Foi então que D.Ilidia disse a Cátia para ir, pois ela andava muito preguiçosa. Depois de almoço, Susana e Marta foram ao supermercado comprar fruta. Quando saíram, na paragem mais perto do lar, Marta teve a ideia de entrar na igreja, mas Susana não quis ir, e foi andando para o lar. Marta entrou de mansinho, falou e agradeceu a Cristo a cura do seu filho, e para cuidar dele, pois ela não conseguia sozinha. Naquela noite, o Pedro demorou a adormecer, pois a sesta foi longa. Quando caiu no sono, Marta foi deitar-se. Ligou a luz, abriu o seu diário e procurou a última página. Foi aí que Pedro e Sara acordaram. E lá foram as mães adormecê-los de novo. Passado algum tempo, Marta foi deitar-se, enquanto Bruna adormecia a pequena Sara.

. Sinopse do 6º capítulo

Na manhã de Domingo, as jovens dedicam-se mais ao “corpo”. Tratavam do cabelo, das madeixas… Júlia, olhou-se ao espelho dizendo que tinha de fazer dieta, pois tinha um pouco de barriga. Invejava Marta, mas ela não ligava, pois nunca se preocupara com imagem. Marta não disse mais nada e foi mudar a fralda ao Pedro. Conforme estava combinado, D.Ilídia disse a Marta e a Márcia para irem dar uma volta, que ela tomava conta das crianças. Meia hora depois, estavam elas à frente do rio a falar dos filhos e da família. Márcia falava da reacção do pai quando soube que ela estava grávida. Ao fim da tarde, Marta deu banho, o biberão e adormeceu Pedro ao colo. Tivera chegado mais cedo, pois já sentia a sua falta. Depois de jantar, Marta foi para o 1º andar, e Pedro ainda dormia. Foi então que abriu uma página qualquer do seu diário e leu o que lá estava escrito. Fechou-o, e arrumou-o no sítio habitual. Foi ver o filho, e só depois de o aconchegar, é que se deitou. Relembrou uma casa que vira no caminho para o lar. Pensava nela, a viver lá com Pedro...

. Como usar o preservativo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

. Riscos da gravidez na adolescência

Riscos da gravidez na adolescencia

A gravidez na adolescência é um problema mundial que atinge principalmente a classe social mais carente, sendo na maioria das vezes não planeada. Jovens muito novas engravidam quando, na verdade, ainda são crianças para terem filhos. Os corpos ainda estão em formação, não estão prontos para uma gravidez, o que pode prejudicar muito a vida dessas jovens no futuro, para não falar dos riscos no parto. A idade aconselhada para ter filhos é dos 18 anos aos 30 anos de idade.

A gravidez na faixa etária de raparigas muito jovens é de maior risco, as adolescentes não têm a bacia tão larga como uma mulher na fase adulta, fazendo com que o parto seja uma cesariana.