quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

. 16 & Pregnant

16 & Pregnat é um programa de televisão que é exibido na MTV. Este programa fala sobre mães que engravidaram na adolescência, cada episódio apresenta uma rapariga nova e acaba poucos meses de o bebé ter nascido. A primeira rapariga foi Maci um adolescente que vivia no Tennessee. Outra das raparigas é Farrah, um adolescente do Iowa, o seu ex namorado teve um acidente de carro morrendo, antes de conhecer o seu filho. Num episódio especial há uma reunião entre todas as mães para discutirem o que mudou desde que o programa acabou.
Na 2ª temporada aparecem mais mães. A primeira adolescente é Janelle, uma rapariga da carolina do Norte: quando o seu namorado descobre que ela esta grávida vai-se embora da cidade. Valerie, a segunda, é uma rapariga de quinze anos que vive Pensilvânia, ela deu à luz em Setembro de 2009, quando o bebé nasce descobre-se que ele pode ter Síndrome de aspiração de mecônio.
Síndrome de aspiração de mecônio é uma condição médica que afecta recém-nascidos. Isto ocorre quando o mecônio está presente nos pulmões durante ou antes do parto. O mecônio é o primeiro banco de um bebé, composto por materiais ingeridos durante o tempo que o bebé passa no útero. O mecônio é normalmente armazenado no intestino do bebé após o nascimento, mas às vezes (muitas vezes em resposta ao sofrimento fetal) é expelido para o líquido amniótico antes do parto, ou durante o parto. Se o bebé inala, em seguida, o líquido contaminado, pode ocorrer problemas respiratórios.

. Dicas para ajudar a tomar conta de um bebé

Com que frequência se deve mudar a fralda do bebé?
É importante mudar regularmente a fralda do bebé, dado que a combinação da urina com as bactérias das fezes pode sensibilizar a pele e provocar a atadura da fralda. Deve mudar a fralda antes ou após cada refeição (excepto à noite, quando a muda da fralda pode perturbar), e ainda quando o bebé fizer cocó.

O que se deve ter à mão em cada muda de fralda?
• Uma zona de muda de fralda segura, com uma superfície limpa e lavável
• Uma fralda limpa
• Um saco para colocar a fralda suja
• Toalhetes ou bolas de algodão com água morna ou loção de limpeza de bebé
• Creme protector, se o bebé tiver o rabinho assado
• Muda de roupa caso a fralda suja tenha transbordado
• Um entretenimento – mude a fralda do bebé por baixo de um mobile ou dê-lhe um boneco de peluche para o distrair do que lhe está a fazer abaixo do nível da cintura.
Como se faz, exactamente?
Quando lhe ganhar o jeito, mudar a fralda será absolutamente intuitivo. Não lhe faltarão oportunidades de praticar, já que no início o bebé precisará de oito a dez mudas de fralda por dia. No entanto, as primeiras vezes podem constituir um desafio. Para se ir habituado, deixamos um guia de seguida.

1 - Solte as fitas adesivas da fralda e as dobre sobre si mesmas, para não grudarem no bebe, mas ainda não retire a fralda suja.
2 - Levante as pernas do bebe e dobre a fralda para debaixo dele, aproveitando para tirar a maior parte do cocó com a própria fralda.
3 - Se for um menino, coloque uma fralda de pano dobrada (ou um outro pano ou toalha) sobre o pénis do seu filho, para evitar algum imprevisto.
4 - Limpe a parte da frente do bebé com um algodão embebido em água morna ou com um lenço humedecido. Nas meninas, limpe sempre da frente para trás, para não deixar as bactérias das fezes entrarem na vagina.
5 - Levante as pernas do bebé e limpe bem o rabo dele.
6 - Tire a fralda suja debaixo dele e coloque a limpa. A parte com as fitas adesivas deve ir debaixo do rabo do bebé. Tente deixar a parte entre as pernas bem esticada.
7 - Passe um creme anti-assaduras na parte da frente e no rabo. Esse tipo de pomada costuma ser viscosa, então aproveite e limpe o seu dedo na própria parte de dentro da fralda, antes de fechá-la.
8 - Feche a fralda limpa com as fitas adesivas, deixando-a justa, mas não apertada. Se você colocar o pénis do seu filho para baixo, evita vazamentos por cima da fralda. Mas há meninos que se sentem mais confortáveis com o pénis para cima. Verifique os elásticos das pernas para ver se não estão dobrados para dentro.
9 - Enrole a fralda suja numa bolinha, feche com as fitas adesivas e a jogue no lixo, de preferência dentro de um saco plástico, se tiver cocó, para isolar o cheiro.
10 - Vista o bebé e lave bem as mãos. Pronto!

. Sinopse do capítulo 12º

Tinham passado 2 meses depois do aniversário de Marta. Marta procurava emprego no bairro e em jornais. Era hora de almoço, e Marta cosia umas roupas do filho. Bruna desabafou com ela, dizendo que ia sentir a sua falta. Marta ia trabalhar numa papelaria, em princípio. Ela só queria receber o seu dinheiro. Depois elogiou Bruna por ser tão competente com Sara. D. Belmira chamou alguém para pôr a mesa. Depois de almoço, Marta arranjou-se para ir à pastelaria ”Mimo do rio”. Havia muito movimento, apesar de ser hora das pessoas estarem a trabalhar. Marta falou na cozinha com o dono, sobre a sua experiência. O Dono não lhe deu muitas esperanças, e ela saiu da pastelaria. Viu um anúncio numa loja que vendia loiças, mas o cargo já estava ocupado. Foi até ao supermercado do bairro e pediu à funcionária, D. Aurora, caso soubesse de alguém que queria alguém, para a avisar. Ao jantar, Marta quase não comeu. Depois de adormecer Pedro, D.Ilidia tentou falar com Marta, mas não adiantou muito. Subiu, vestiu o pijama, mas só matutava como seria o Pedro com o pai. Deitou-se e fechou os olhos, ela tinha de mudar a sua vida. Mais uma vez, estava sozinha.

. Biografia de Maria Teresa Maia Gonzalez

Nascida no ano de 1958, em Coimbra, Maria Teresa estudou na Faculdade de Letras da Universidade Clássica, em Lisboa. Onde se licenciou em Línguas e Literaturas Modernas. Tendo sido professora de Língua Portuguesa, de 1982 a 1997.Os seus livros têm a particularidade de reflectir assuntos relacionados com a juventude. Na sua escrita são visíveis as situações com que nós, os jovens, nos defrontamos diariamente, na linguagem própria da nossa idade, evocando os sentimentos e as dúvidas que nos atormentam, revelando também uma grande sensibilidade e actualidade em relação aos mesmos. Dos livros que já escreveu destacam-se “Tão Cedo, Marta”,que é o motivo do nosso blogue, e “Lua de Joana”, cuja a sinopse deixamos de seguida.

"Lua de Joana" retrata a vida de uma adolescente que perdeu a melhor amiga (Marta), que morre por overdose. Sentindo a sua falta, Joana começa a escrever-lhe cartas e a contar-lhe o seu dia-a-dia, usando-as como uma espécie de diário, o que de certo modo lhe "traz" a amiga de volta, e com isso os tempos de infânçia em que partilhavam segredos e cumplicidades.

Joana, para gerar alguma mudança, pinta o quarto de branco, pendurando um baloiço em forma de lua, à qual muda a posição conforme o seu humor. Sentido-se incompreendida pela família (a mãe que passa horas na loja onde trabalha, o irmão difícil, o pai ausente) e pelos colegas, comete alguns erros, acabando por se apaixonar pelo irmão da antiga amiga, com quem se envolve.

O livro termina com o pai de Joana a ler os relatos da filha, sentindo-se impotente por não ter estado presente quando ela o mais precisava, por não ter percebido nada...e por não ter conseguido evitar que, tal como Marta, Joana morresse por overdose.

. Gravidez-desenvolvimento fetal

. E o vencedor é ...

Ao longo da semana passada fizemos uma sondagem online sobre o método contraceptivo considerado mais eficaz. As possibilidades eram o preservativo masculino, o D.I.U, a pílula, o método de calendário e o diafragma. Votaram 13 pessoas, das quais 11 (84%) se decidiram pela primeira opção: o preservativo masculino. Para saberes como utilizá-lo correctamente poderás visionar o vídeo que publicámos no mês de Janeiro.

. O dia do parto


Depois dos processos de admissão na maternidade, vestirá uma bata fornecida pela maternidade, e de seguida, caso esteja previsto um parto normal, ser-lhe-ão rapados os pelos que cobrem a vagina (mas não os da púbis). A posição do bebé será verificada, bem como a sua pulsação cardíaca. Será ligada a uma máquina de CTG, que vai permitir ouvir permanentemente o batimento cardíaco do seu bebé, a regularidade e frequência deste batimento permite saber se o bebé está a receber oxigénio suficiente durante as contracções. Este aparelho permite também medir a intensidade das contracções e a sua duração e periodicidade.

Será necessária uma análise à sua urina e ser-lhe-á administrado um clister ligeiro, de modo a que os seus intestinos fiquem vazios. Segue-se então a fase mais cansativa de todo o processo. A dilatação terá de ser completa, e cada contracção (cada vez mais intensa e cada vez mais próxima da anterior) vão fazer com que se dê a dilatação total.

O colo do útero torna-se mais mole devido às alterações hormonais associadas ao trabalho de parto, contracções ligeiras tornam o colo do útero mais fino e retraído e uma vez retraído, fortes contracções dilatam-no. Nesta fase os movimentos da mãe são bastante limitados uma vez que terá provavelmente uma agulha num dos seus braços (ou na zona lombar no caso da epidural) e encontra-se ligada ao CTG e que, qualquer mudança de posição pode deslocar o sensor e fazer com que o batimento cardíaco do bebé deixe de se ouvir. Muitas mães assustam-se ao deixar de ouvir o coração do seu bebé, mas na maior parte dos casos, basta que volte à posição anterior para que se torne a ouvir o coração do bebé. De qualquer forma, e por via das dúvidas, chame a enfermeira ou médico se não ouvir o batimento cardíaco do bebé.

É nesta fase que a presença de um acompanhante se revela útil. As dores provocadas pelas contracções têm o condão de desconcentrar a parturiente, e o facto de não se poder movimentar livremente, impedi-la- -á de adoptar uma posição mais confortável durante as contracções. O acompanhante terá um papel importante ao recordar-lhe a respiração correcta para a fase do parto em que se encontra, poderá fazer-lhe massagens nos ombros, ajudando a fazer os movimentos de descontracção entre cada contracção. Poderá ainda sair para chamar um médico ou enfermeira sempre que necessário.

Caso haja mais parturientes na sala de partos tente alhear-se do que se passa à sua volta, muitas vezes, o facto de haver uma mulher mais desesperada destabiliza a concentração e controlo de outras parturientes. Se achar que gritar, gemer ou cantar lhe aliviam a dor, não se coíba. O pessoal hospitalar está mais do que habituado a que esse tipo de coisas aconteçam. Durante a fase de dilatação e conforme se vai aproximando a fase da expulsão, as contracções vão aumentando de intensidade, e podem durar cerca de 1 minuto, e ter apenas alguns segundos a separá-las.

Muitas vezes as parturientes sentem vontade de fazer força, o que, nesta altura do processo, será contraproducente, uma vez que a dilatação do colo do útero não está, ainda, completa. Fazer força antes de tempo pode contribuir para que o colo do útero fique inchado, dificultando (e por vezes impedindo) um trabalho de parto mais fácil.

Durante esta fase um médico ou uma enfermeira virão regularmente verificar em que fase se encontra a dilatação. Quando se atingem os 7 cm (dos 10 necessários) de dilatação o médico ou a enfermeira sentem o colo do útero bem esticado em torno da cabeça do bebé. Quando deixar de se sentir o colo do útero (aos 10 cm) é sinal que a dilatação está completa. Este último processo demora cerca de 1 hora, para um primeiro parto.

Sempre que passar mais uma contracção não perca tempo a pensar na próxima, aproveite os segundos que intercalam duas contracções para pensar que a contracção que passou já não volta, é menos uma pela qual tem de passar. Cada contracção é um passo para o nascimento do seu bebé. Inicia-se nesta altura a fase de expulsão

. Problemas após o parto.

O esforço que a mulher faz no parto, e as condições posteriores, podem dar origem a alguns incómodos de fácil resolução.
Quando tiver o seu filho é habitual surgirem alguns problemas que, à partida, não trazem consequências de maior. O esforço que a mulher faz no parto e as condições posteriores, podem dar origem a alguns incómodos de fácil resolução. Até voltar à normalidade, o corpo leva algum tempo, por isso não se preocupe com a lentidão das transformações...
Uma das coisas que é habitual surgir são contrações posteriores ao parto. Ao dar de mamar ou, se já teve um filho antes, é normal que as contrações sejam mais evidentes.
Logo após o parto, não sentirá necesidade de ir à casa de banho, mas posteriormente, às primeiras horas, é normal que não consiga sair de lá. Não se preocupe, porque o que acontece é que o corpo tem que libertar os líquidos acumulados na altura da gravidez.
Quando já tiver passado o parto, é frequente ter a sensação que está sempre a suar. Este estado é normal, e por esse motivo deve continuar a beber muitos líquidos, em especial água.
Todas as situações que aqui foram referidas se adaptam ao parto normal, mas a cesariana tem também os seus problemas, e pequenas vantagens, como as dores causadas pela incisão que lhe fizeram, contrapondo as dores da vagina de parto normal. Ao tossir ou rir, as dores podem intensificar-se, mas nunca serão alarmantes.
Estes incómodos após o parto são muito frequentes e acontecem em todos os casos. Portanto, saiba que é normal surgirem pequenos problemas de fácil resolução e adaptação.

. Diário de Marta (IV)

- Olá diário, com isto tudo já passaram 9 meses... amanhã é dia de ir para a maternidade, já arranjei as coisas todas, mas estou muito nervosa, é uma realidade.
Não era, de todo, isto que eu queria para a minha vida, os meus objectivos estão todos estragados, é verdade, mas o que há a fazer agora?! Nada, é só mesmo levar com as consequências do que fiz. Não o fiz sozinha, sim é verdade, mas como o parvo do Frederico é uma autêntica criança, não pode ser pai, se ainda é filho…
Amanhã vai ser um dia grande e não sei como vai ser…
Agora vou dormir…
Até amanhã.
Marta

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

. A dificuldade em deixar o vício durante a gravidez: o exemplo do Brasil

O mal que o cigarro e a bebida alcoólica fazem ao bebé e a mãe nem sempre é argumento suficiente para as mulheres conseguirem abandonar os vícios durante a gravidez.
Especialistas dizem que a mudança de hábito, por mais que seja desejada pelas mulheres, por vezes não é objetivo alcançado durante os nove meses de gestação e nem durante a amamentação.
Um dado recente que reforça a dificuldade em deixar o tabagismo acaba de ser mapeado pela Secretaria Municipal de Saúde. Levantamento feito com 65 mil grávidas atendidas na rede pública mostrou que 14,9% delas fumam. A taxa é muito próxima do número total de mulheres que fazem uso de cigarro sem estar gestantes: 16,9%, conforme pesquisa feita pelo Ministério da Saúde divulgada este ano.

Danos
Estes indicadores são provas de que a postura “vou parar quando engravidar” é um comprometimento arriscado. O pneumologista pediátrico João Paulo Lotufo, acrescenta um outro perigo deste comportamento. Uma parte significativa das gestantes descobre a gravidez após a 5ª ou 6ª semana de gestação. Os cigarros fumados neste período de desconhecimento são suficientes para implicar negativamente no desenvolvimento uterino da criança.

. Sinopse do capítulo 11

O dia de aniversário da Marta começava cinzento. Deu um beijo a Pedro, depois de receber um de Bruna. Desceu e D.Belmira deu-lhe uma carta com dinheiro a dizer Parabéns por parte do pai.Depois, Júlia e Marta foram ao primeiro andar para se arranjarem. Mas Pedro choramingou e Marta foi logo ver o que se passava. Levou-o até à janela a falar com ele com carinho. Antes do almoço, Marta perguntou se a mãe lhe tinha ligado, mas não. Triste, foi à sala de refeições onde lhe cantaram os Parabéns depois do almoço. Depois fizeram-lhe uma surpresa: puseram uma música a tocar. Como já tinha 16 anos, Marta comentou com D.Ilidia que tinha de ir embora, mas a Dona do lar falou-lhe de procurar um emprego. Telma, uma jovem que também fora mãe, iria substituir Sílvia. Ainda falaram de uma madrinha de Marta, mas tinha algumas dificuldades. Só depois do jantar Marta recebeu o tal telefonema da Mãe, a dizer que não teve tempo durante o dia. Na casa de banho, tentou limpar a maquilhagem, mas não conseguia. Bruna ajudou-a, ao ouvi-la chorar. Depois, Marta foi ver como estava Pedro, mas continuava a chorar. Deitou a cabeça nas pernas de Bruna a explicou o que se passou. Mais tarde, Marta pensaria na vida, no Frederico, e agradeceu a Deus pelo filho que tinha.

. Lengalengas para adormecer os bebes

Ó papão vai-te daí
De cima desse telhado
Deixa dormir o menino
Um soninho descansado

O meu menino tem sono
Coitadinho, quer dormir
Hei-de pedir ao senhor
Que mo ajude a cobrir


Tenho dois olhinhos
Abro-os para ver
Fecho os dois olhinhos
Para adormecer

Dorme, dorme, meu menino,
Um soninho descansado,
Que o anjo da tua guarda
Vela por ti, a teu lado.

. Instituições que acolhem mães grávidas

ü S.O.S. grávida

ü Ajuda de Berço-Lisboa

ü Ajuda de Mãe-Lisboa

ü S.O.S. Vida- Algarve

ü Adav- Coimbra, Aveiro, Leiria

ü Ponto de Apoio a Vida-Lisboa

ü Vida Norte Porto

ü Tudo pela Vida- Vila Nova de Famalicão

ü Maternidade e vida- Paredes

ü Fundação família e sociedade Lisboa

.....

. Gravidez na Adolescência: Guiné-Bissau.






Actualmente existem várias associações que ajudam crianças órfãs, como é o caso da Casa Emanuel que tem sob sua protecção cerca de 120 bebés e crianças.
A Casa Emanuel também acolhe menores, e tem como missão diversificar as suas iniciativas: a criação de um Centro de Recuperação nutricional, uma Escola, um Liceu, e um Mini Hospital comunitários em Bissau, a par do trabalho de sócios e missionários que está a ser construído na ilha de pecixe.
Esta associação tem como missão desempenhar uma função vital num território em que os indicadores da taxa de mortalidade se situam entre os mais elevados da África Subsariana, 13 em cada 100 crianças não sobrevivem; mais de 9 em cada mil mulheres morrem por complicações no parto por causa de faltas de meios.

. A gravidez

Há médicos que afirmam que a grande maioria dos adolescentes, entre os 15 e os 18 anos, quando começam a experienciar a sua sexualidade, não "fazem amor", mas sim sexo por puro desejo, erotismo e paixão. Ou seja, a sexualidade é vivida para realizar fantasias.
Mas cada adolescente é um ser diferente, com a sua personalidade e vivência!... Há adolescentes que vivem as suas paixões com extrema seriedade (o que fará com que o sofrimento seja maior no caso de uma ruptura de namoro).












Um aspecto indispensável a demonstrar a estes jovens é a importância da Contracepção.
Para muitos deles, a Contracepção é algo que faz parte do mundo dos pais, o que os faz acreditar que os impede na sua afirmação. Para outros, os métodos contraceptivos são incómodos e faz parecer-lhes a sexualidade como algo instrumental.















Tudo isto faz com que os médicos afirmem que, ao ensinar aos adolescentes a importância da Contracepção na sexualidade, não a devemos associar puramente como método que impede a procriação. Também devemos demonstrar-lhes como são importantes na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), as quais podem deixar marcas e/ou feridas irreparáveis para o resto da vida!









A gravidez na adolescência não é um fenómeno novo na história da Humanidade. Em Portugal, e em muitos outros países no mundo, era considerado um acontecimento habitual no início do século XX - porque as mulheres se casavam muito jovens, muitas vezes aos 16 anos. No entanto, na actualidade, tem sido objecto de preocupação pelas repercussões de ordem psicológica, social e obstétrica que a gestação precoce pode impor à jovem mãe. Como tal, este tema tem recebido muita atenção quer por Psicólogos, quer por parte de outros médicos.















A grande maioria das jovens não terão desejado/planeado a gravidez, mas se em algumas lhes fragiliza a sua auto-estima, noutras lhes dá o estatuto de mulher adulta.
Nos livros e revistas onde este tema é retratado, geralmente são apontadas as consequências negativas deste fenómeno: responsabilidade excessiva precoce, alto índice de abandono escolar e diminuição das oportunidades de realização profissional, maior percentagem de divórcios, maior risco de complicações médicas para a mãe e para a criança, e maior probabilidade de abuso infantil.
Em Portugal, apesar de haver mais divulgação e uma crescente utilização de métodos anticoncepcionais, continuam a crescer os casos de gravidez na Adolescência, sendo que a taxa é duas ou três vezes superior à da maioria dos restantes países da Europa!















O que pode desencadear a Gravidez na Adolescência:


• Incapacidade em assumir os desafios e as exigências da Adolescência;
• Aceleração da maturação que pode deixar traumas;
• Exclusão do grupo de amigos e/ou social;
• Sequelas no caso de um abortamento mal pensado/planeado;
• Sequelas no caso do bebé ser encaminhado para adopção, com ou sem consentimento da adolescente;
• Confusões a nível familiar na disputa da tutela do bebé;
• Rompimento do namoro ou, pelo contrário, torna-lo num vínculo obrigatório por causa do bebé;
• Colocação de difíceis desafios à adolescente por parte da família;
• Diminuição da auto-estima (quase que auto-destrutiva) e terríveis sequelas, sobretudo quando se trata de uma gravidez fruto de uma violação.















Resultados de um estudo feito por um grupo de Médicos:
Um grupo de Médicos realizou, há poucos anos atrás, um estudo em mulheres grávidas adultas e adolescentes, do qual resultaram conclusões que seria bom que as adolescentes tomassem conhecimento antes de iniciar a sua vida sexual.
A amostra de adolescentes comportava 30 grávidas (10 no 2º trimestre e 20 no 3º trimestre de gestação); na amostra das adultas também estavam presentes 30 grávidas (16 do 2º trimestre e 14 do 3º trimestre de gestação).
Eis, então, os resultados:



• Idade:
A idade-média das adolescentes é de 16 anos, e de 26 anos no grupo das adultas.
A idade-média dos companheiros das adolescentes é de 21 anos, enquanto que os companheiros das grávidas adultas tinham uma idade-média de 29 anos.
Daqui se pode concluir que o pai do bebé da adolescente já não é, na grande maioria das vezes, um jovem adolescente.

• Estado Civil:
A maioria das adolescentes são solteiras, enquanto que as adultas são, maioritariamente, casadas - como seria de esperar;

• Habilitações Literárias:
A maioria das adolescentes tem o 9º ano, enquanto que a maioria das adultas completou o 12º ano - poucas tinham estudos académicos.
Deste modo, estes dados levam-nos a pensar na possibilidade de insucesso escolar nestas jovens;


Jovem, por favor, previne-te quando tens relações! Goza a vida ao máximo, mas com juízo! Sê mãe apenas quando o projectares para ser!
Mas, se já estás grávida e procuras um ombro amigo, tens aqui alguém que te apoia sem recriminações!

. Tipos de parto





Existem dois tipos de parto:



O parto eutócico

É o que conhecemos por parto normal ou vaginal que ocorre com ou sem episiotomia (corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebé) e sem intervenção instrumental onde a expulsão do bebé ocorre apenas com a pressão que as paredes do útero exercem sobre o mesmo.

O parto distcico

É o parto realizado com intervenções instrumentais tais como fórceps, ventosa ou cesariana.


Fórceps: é um instrumento cirúrgico que tem a forma de uma colher e é colocado dos lados da cabeça do bebé ajudando-o a sair.

Ventosa: é colocada na cabeça do bebé que o ajuda a sair a cada contracção que a mãe tenha. O bebé fica com uma saliência na cabeça, mas desaparece passado alguns dias do nascimento. Geralmente, estes métodos são utilizados quando a mãe não tem mais força ou quando o bebé é demasiado grande ou em casos de risco.

Chama-se cesariana quando o parto é feito através de uma incisão no abdómen e, para alguns bebés e mães, representa a única esperança de vida mas, só é recomendada se o parto normal se não for possível.
A verdade é que a cesariana conseguiu diminuir consideravelmente a mortalidade das mães e dos bebés, antes ou durante o trabalho de parto.

Quando o bebé está em apresentação pélvica (de nádegas), quando o bebé é demasiado grande para nascer através de uma pélvis normal, quando há paragem de trabalho de parto, ou seja, quando não há dilatação suficiente, quando o bebé não desce o suficiente para a pélvis, quando há uma desaceleração do batimento cardíaco do bebé, quando o cordão umbilical é demasiado curto ou quando o bebé se encontra enrolado no mesmo, entre outras, é necessário a realização de uma cesariana. Por vezes também é desejo da mãe preferir que o parto seja realizado através de uma cesariana em vez de um parto normal. O obstetra também dirá qual o tipo de parto mais indicado para cada caso.

Seja qual for o desejo ou escolha, o importante é que o parto seja realizado o mais seguro e saudável possível tanto para a mamã como para o bebé.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

. Dicas para um namoro seguro




O namoro é uma das fases mais interessantes da juventude. Não só da juventude, mas em todas as faixas etárias, o namoro é considerado um momento único, algo que nos envolve e nos contagia. Casais de namorados sempre existiram e estão em toda parte. Quem não se lembra do primeiro beijo? Quando falo de namoro, refiro-me ao namoro que precede ao casamento. À fase em que os casais se enamoram e se apaixonam, onde sentimentos se misturam.
Algumas dicas para um namoro seguro

O primeiro passo: escolher alguém de bom caráter, que tenha bons princípios.
Segundo passo: t
ratar bem o seu parceiro(a) e procurar não merecer uma traição.
Terceiro passo: não ser inseguro, confie em si própria(o)

Quarto passo: não desista, pessoas boas e de confiança ainda existem

Quinto passo: Não desesperar. Seja paciente.


. O que é o aborto?




Um aborto, ou interrupção da gravidez, é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras.

Após 180 dias (seis meses) de gestação, quando o feto já é considerado viável, o processo tem a designação médica de parto prematuro A terminologia "aborto", entretanto, pode continuar a ser utilizada em geral, quando se refere à indução da morte do feto.

Através da história, o aborto foi provocado por vários métodos diferentes e os seus aspectos morais, éticos, legais e religiosos são objeto de intenso debate em diversas partes do mundo.

Muitas pessoas são contra o aborto, mas quando lhes é colocado esta questão costumam ficar muito duvidosas, pois uma gravidez pode resultar de outras coisas, e não só de um acto de amor de um homem para uma mulher. (Ou um rapaz para uma rapariga, dependendo da altura em que se inicia a vida sexual).

A gravidez indesejada pode resultar de violação, ou da prática sexual sem protecção.

Os seguintes termos são usados para definir os diversos tipos de aborto a partir da óptica médica:

Aborto espontâneo: aborto devido a uma ocorrência acidental ou natural. A maioria dos abortos espontâneos são causados por uma incorreta replicação dos cromossomos e por fatores ambientais. Também por ser denominado aborto involuntário ou casual.

Aborto induzido: aborto causado por uma ação humana deliberada. Também é denominado aborto voluntário ou procurado, ou ainda interrupção voluntária da gravidez. O aborto induzido possui as seguintes subcategorias:

Aborto terapêutico

.aborto provocado para salvar a vida da gestante

.para preservar a saúde física ou mental da mulher

.para dar fim à gestação que resultaria numa criança com problemas congénitos que seriam fatais ou associados com enfermidades graves

.para reduzir seletivamente o número de fetos e diminuir a possibilidade de riscos associados a gravidezes múltiplas.

Aborto electivo: aborto provocado por qualquer outra motivação. Como, por exemplo, o direito da mulher sobre o seu próprio corpo.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

. Gravidez na adolescência o que implica

Há médicos que afirmam que a grande maioria dos adolescentes, entre os 15 e os 18 anos, quando começam a experienciar a sua sexualidade, não "fazem amor", mas sim sexo por puro desejo, erotismo e paixão. Ou seja, a sexualidade é vivida para realizar fantasias. Mas cada adolescente é um ser diferente, com a sua personalidade e vivência! Há adolescentes que vivem as suas paixões com extrema seriedade (o que fará com que o sofrimento seja maior no caso de uma ruptura de namoro).



Um aspecto indispensável a demonstrar a estes jovens é a importância da Contracepção. Para muitos deles, a Contracepção é algo que faz parte do mundo dos pais. Para outros, os métodos contraceptivos são incómodos e leva-los a pensar na sexualidade como algo instrumental.


http://colaboracomwiki.wikispaces.com/file/view/praia_s_tome.jpg/30500245/praia_s_tome.jpg


Tudo isto faz com que os médicos afirmem que, ao ensinar aos adolescentes a importância da Contracepção na sexualidade, não a devemos associar simplesmente a um método que impede a procriação. Também devemos demonstrar-lhes como são importantes na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), as quais podem deixar marcas e/ou feridas irreparáveis para o resto da vida!




A gravidez na adolescência não é um fenómeno novo na história da Humanidade. Em Portugal, e em muitos outros países no mundo, era considerado um acontecimento habitual no início do século XX - porque as mulheres casavam-se muito jovens, muitas vezes aos 16 anos. No entanto, na actualidade, tem sido objecto de preocupação pelas repercussões de ordem psicológica, social e obstétrica que a gestação precoce pode impor à jovem mãe. Como tal, este tema tem recebido muita atenção quer por Psicólogos, quer por parte de outros médicos.



A grande maioria das jovens não terão desejado/planeado a gravidez, mas se em algumas a sua auto-estima sai fragilizada, noutras dá-lhes o estatuto de mulher adulta. Nos livros e revistas onde este tema é retratado, geralmente são apontadas as consequências negativas deste fenómeno: responsabilidade excessiva precoce, alto índice de abandono escolar e diminuição das oportunidades de realização profissional, maior percentagem de divórcios, maior risco de complicações médicas para a mãe e para a criança, e maior probabilidade de abuso infantil. Em Portugal, apesar de haver mais divulgação e uma crescente utilização de métodos anticoncepcionais, continuam a crescer os casos de gravidez na Adolescência, sendo que a taxa é duas ou três vezes superior à da maioria dos restantes países da Europa!



O que pode desencadear a Gravidez na Adolescência:


• Incapacidade em assumir os desafios e as exigências da Adolescência;
• Aceleração da maturação que pode deixar traumas;
• Exclusão do grupo de amigos e/ou social;
• Sequelas no caso de um aborto mal pensado/planeado;
• Sequelas no caso do bebé ser encaminhado para adopção, com ou sem consentimento da adolescente;
• Confusões a nível familiar na disputa da tutela do bebé;
• Rompimento do namoro ou, pelo contrário, torná-lo num vínculo obrigatório por causa do bebé;
• Colocação de difíceis desafios à adolescente por parte da família;
• Diminuição da auto-estima (quase que auto-destrutiva) e terríveis sequelas, sobretudo quando se trata de uma gravidez fruto de uma violação.




Resultados de um estudo feito por um grupo de Médicos:
Um grupo de Médicos realizou, há poucos anos, um estudo em mulheres grávidas adultas e adolescentes, do qual resultaram conclusões que importa considerar. A amostra de adolescentes comportava 30 grávidas (10 no 2º trimestre e 20 no 3º trimestre de gestação); na amostra das adultas também estavam presentes 30 grávidas (16 do 2º trimestre e 14 do 3º trimestre de gestação). Eis, então, os resultados:


• Idade
A idade-média das adolescentes é de 16 anos, e de 26 anos no grupo das adultas. A idade-média dos companheiros das adolescentes é de 21 anos, enquanto que os companheiros das grávidas adultas tinham uma idade-média de 29 anos. Daqui se pode concluir que o pai do bebé da adolescente já não é, na grande maioria das vezes, um jovem adolescente.



• Estado Civil
A maioria das adolescentes são solteiras, enquanto que as adultas são, maioritariamente, casadas - como seria de esperar;





• Habilitações Literárias
A maioria das adolescentes tem o 9º ano, enquanto que a maioria das adultas completou o 12º ano - poucas tinham estudos académicos. Deste modo, estes dados levam-nos a pensar na possibilidade de insucesso escolar nestas jovens;



Jovem, por favor, previne-te quando tens relações! Goza a vida ao máximo, mas com juízo! Sê mãe apenas quando o projectares para ser! Mas, se já estás grávida e procuras um ombro amigo, tens aqui alguém que te apoia sem recriminações!

. Ter um bebé:


Para ter um bebé deves pensar bem, pois é uma grande responsabilidade.


Já pensaste…terás de escolher o nome, arranjar o quartinho, a caminha, falar com os teus familiares, pois eles também precisam de estar informados sobre o que devem fazer…


Se já é demasiado trabalho para uma mulher adulta, então imagina o que será para ti, uma jovem que ainda estuda, como lidarás com o filho, com os pais a fazerem-te perguntas e toneladas de trabalhos de casa para fazeres!


Então, já pensaste?
Como vês, não precisas deste trabalho todo. É muito mais fácil apostar na prevenção, usar os métodos contraceptivos, e assim evitar uma gravidez indesejada e o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis!


Vê o que podes evitar:






. Riscos da gravidez na adolescência


A gravidez na adolescência é considerada um problema de saúde pública mundial, sendo que a grande percentagem da gravidez precoce se localiza na classe social mais carente e com menor escolaridade. O principal risco da gestação na adolescência está relacionado com a idade, isto é, os factores biológicos e também os sociais. A jovem não está totalmente preparada para gerar um filho, isto é, seu corpo ainda está em formação e pode sofrer algumas alterações, assim a gravidez será de risco e pode colocar em risco até mesmo a vida da adolescente. Além disso, como o ato sexual está presente cada vez mais cedo entre os jovens, a falta de informação e inexperiência coloca em risco a própria saúde, isto é, a ausência de preservativos promove o contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), cada vez mais comum em todo o mundo.
Outros problemas decorrentes da gravidez na adolescência são: aborto natural, nascimento precoce, má formação do feto, enfim, caso a gravidez não seja planeada e seja realmente uma surpresa para a jovem, é necessário que a mesma tome alguns cuidados para não colocar a sua própria vida e de seu filho em risco. Desta forma, a adolescente deverá evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, fumar, usar drogas, redobrar atenção a determinados medicamentos e ter uma alimentação equilibrada e adequada.
Segundo especialistas, a idade adequada para ter filhos é entre 18 a 30 anos de idade, pois o risco de complicações durante o parto será menor e as consequências, antes, durante e depois do parto são mínimas. As adolescentes que engravidam muito cedo podem sofrer com vários problemas devido à imaturidade da vascularização uterina, resultando em partos prematuros, infecção urinária, infecção vaginal, anemia, placenta insuficiente. Ainda, a jovem não conta com a abertura igual a uma mulher adulta, desta forma, o parto deverá ser cesariana, no qual aumentará ainda mais os riscos durante o parto.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

. Início da vida sexual



Iniciar a vida sexual é uma escolha. Uma escolha que é individual e que deve ser pensada e tomada com maturidade, sejam rapazes ou raparigas.

Primeiro que tudo é necessário entender que não existe uma
idade certa para se ter sexo. Não existe a idade correcta para se perder a virgindade. tudo depende de cada indivíduo.

Se tiveres dúvidas e muitas questões talvez seja melhor parares para pensar. Também não existe o local indicado ou aconselhado. Tudo depende de ti. O teu desejo, segurança, sentimentos. Principalmente a tua maturidade física e afectiva, assim como responsabilidade.

Não te deves sentir pressionada a ter sexo, ou o tipo de sexo que te é proposto. Deves sentir-te preparada e pedir a outra pessoa para esperar, se não estiveres. Se o teu namorado não quer esperar é porque não gosta assim tanto de ti. Se ele se preocupa realmente com o teu bem estar, ele vai esperar.

São muitas as dúvidas e expectativas relacionadas com a primeira vez em que se está numa situação de grande intimidade com outra pessoa. Especialmente a primeira relação sexual com penetração.


Os jovens podem sentir-se pressionados para ter relações sexuais. Muitas vezes porque os seus colegas e amigos dizem que já tiveram relações sexuais e falam das suas conquistas. Que podem ser perfeitamente invenção deles.
O mais importante é que seja o momento certo para ti. Não fazer não significa que não se é crescido o suficiente. Significa o contrário: que és uma pessoa independente, que sabe pensar por si própria e escolher o
momento ideal.

A primeira vez da mulher pode ser especialmente stressante, envolvendo muita ansiedade, tensão e dúvidas. Sobretudo em relação à perda de sangue e da dor.
Portanto, é importante que a relação se inicie com a partilha de carícias e das sensações daí resultantes, muito eficazes para aliviar essas tensões.
A primeira relação sexual não implica necessariamente dor. Existem muitos mitos acerca do rompimento do hímen e da penetração, na primeira vez feminina.
A ansiedade e o medo podem fazer com que não lubriques e os músculos da vagina fiquem mais contraídos, provocando dor e não permitindo a penetração. Assim, é importante a troca de carícias, que ajuda a relaxar os músculos pélvicos e facilita a penetração, provocando menos dor e desconforto.

Quando um casal se sente preparado para ter uma relação sexual, quando ambos sentem que é o momento certo e se sentem confortáveis, basta relaxar e desfrutar da intimidade a dois. É importante falar sobre o que gostam o que não gostam, sobre os vossos desejos e ansiedades, ainda antes de iniciarem as actividades sexuais.

Em qualquer relação sexual, usa sempre protecção! De preferência o
preservativo. É a tua responsabilidade, perante ti própria, especialmente. Nunca deixes essa responsabilidade nas mãos da outra pessoa!
Se a outra pessoa não quiser utilizar protecção, então deverás considerar se deves mesmo ter sexo com essa pessoa, porque há um grande risco de te ser transmitida uma infecção ou doença sexualmente transmissível.

É normal ter medo de fazer coisas que não se fez antes. O que é importante é conversar sobre esses medos com alguém.
Podes falar com alguém especialista, ou mesmo um professor, um amigo ou familiar mais velho, ou a própria pessoa com quem vais ter relações.


-Catarina Cabaço e Catarina Cardoso -

. Gravidez na adolescência e educação sexual

"A Adolescência é um período da vida difícil de definir, no qual a pessoa ainda não é reconhecida pela sociedade como adulto, mas também já não é considerado uma criança.
O amadurecimento sexual do adolescente, para além de acontecer rapidamente, ocorre ao mesmo tempo que o amadurecimento emocional e intelectual. Desta forma, começa então o processamento na formação de valores de independência, que por sua vez criam pensamentos e atitudes contraditórios, especialmente quanto a parceiros e profissões.
Uma Gravidez na Adolescência provoca alterações na transformação que já vem ocorrendo de forma natural, ou seja, implica um duplo esforço de adaptação interna fisiológica e uma dupla movimentação de duas realidades que convergem num único momento: estar grávida e ser adolescente.
Actualmente, verifica-se um aumento do número de mães adolescentes, que dão à luz numa altura em que estão a desenvolver algumas capacidades emocionais e cognitivas. Para além disso, estão numa fase de desfrutar novas experiências, dentro da liberdade que existe neste período, próprio para viver diversas circunstâncias e posteriormente entrar na fase adulta.
A Gravidez na Adolescência não é apenas um episódio, mas sim um processo de busca. Os testemunhos das adolescentes são surpreendentes:
“Tenho dezoito anos e aos dezassete aconteceu-me uma coisa que mudou totalmente a minha vida”
(Sónia, 2005)
“O plano era perfeito: se tivéssemos um filho, ninguém poderia separar-me do Nico. Fiquei grávida para vingar-me dos meus pais”
(Sónia, 2005)
Adolescentes grávidas, com certeza, sempre existiram. No entanto, nem sempre lhes foi dada a importância necessária. Actualmente, esta situação é de tal modo frequente e preocupante, que é encarada como um problema de extrema importância.
A Gravidez na Adolescência é uma realidade cada vez mais presente. A adolescente e o seu filho são particularmente vulneráveis aos riscos inerentes à gravidez e maternidade, devido à especificidade das alterações que ocorrem nesta fase etária.
É importante apoiar as mães adolescentes, pois sabe-se que estas ultrapassam dificuldades que são um factor de risco no desenvolvimento biológico, psicológico, físico e cognitivo dos seus filhos.
As características próprias da adolescência tornam-na sempre num período de grande vulnerabilidade e crítico que necessita e merece todo o apoio por parte dos profissionais de saúde e família.

Se no passado as estratégias de educação sexual se focalizavam na anatomia e fisiologia do sistema reprodutor, e em ensinar comportamentos típicos da vida familiar, actualmente a educação sexual deve abordar os problemas da sexualidade humana sentidos pelos adolescentes.
A Constituição da República Portuguesa prevê o direito à educação sexual como uma das componentes do Direito à educação.
A Educação Sexual deve começar em casa, passar pela escola e estender-se aos profissionais de saúde. É primordial uma boa educação sexual, não nos podemos esquecer que a actividade sexual na adolescência começa cada vez mais precocemente, com consequências indesejáveis como o aumento da frequência de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) nessa faixa etária, e gravidez que, por sua vez, pode terminar em aborto com todas as consequências a ele inerentes.
A escola possui um papel fundamental relacionado com o ensinar o adolescente a conhecer o seu corpo. Os programas de educação sexual, transmitidos pelas escolas, quando a funcionar de modo adequado, poderão vir a desempenhar um papel insubstituível, já que permitem o diálogo e a circulação de informações sobre a sexualidade, sem preconceitos, superando desta forma os tabus. Os programas devem ser alargados aos pais que, na sua maioria, não se encontram preparados para tratar desta questão com os filhos. Por vezes, os adolescentes até partilhariam a sua experiência, mas muitos pais não querem ouvir, ou fantasiam ter uma eterna criança em casa.
Torna-se importante que os jovens sejam orientados na família, que possam fazer perguntas, aconselharem-se quanto à escolha do melhor método contraceptivo. É importante que falem e sejam ouvidos!
Antes de haver gravidez, as consultas de planeamento familiar têm um papel primordial na sua prevenção. Em caso de gravidez, a adolescente deve ser encaminhada para as consultas de saúde materna.
A nível nacional a adolescente pode recorrer à Associação de Planeamento Familiar (APF), à linha Sexualidade, Educação Sexual, Planeamento Familiar, linha SOS Adolescente e em caso de gravidez tem disponíveis as linhas: SOS Grávida/ Informação e Apoio, Solidariedade à Mulher / Gravidez não Desejada e ainda a linha SOS Amamentação.
A Gravidez na Adolescência é sempre uma situação que motiva angústias e incertezas. Contudo, a adolescente demonstra a maior parte das vezes orgulho em ter o filho, pretendendo assim levar a gravidez até ao fim. Esta gravidez pode ser um marco de mudanças quer dos seus comportamentos, quer das suas atitudes.
” (…) Mas sou forte, refiz a minha vida e só quero ser feliz com o meu filho”. (SÓNIA, 2005) "
(Jornal das Caldas online)