quinta-feira, 31 de março de 2011

. Bebés mimados tornam-se adultos menos ansiosos


Um estudo, publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, assegura que a afeição maternal dada aos bebés torna-os melhor preparados para enfrentar os problemas da vida na idade adulta. A investigação foi realizada durante vários anos com 482 pessoas no estado americano de Rhode Island, onde os cientistas compararam dados sobre a relação dos bebés de oito meses com a mãe e o seu desempenho emocional, medido por testes, aos 34 anos de idade. O objectivo era verificar se as relações afectivas fortes a partir da primeira infância fornecem uma base sólida para fazer frente aos problemas futuros. Os estudos anteriores eram apenas baseados nos relatos de memórias infantis, porém sem acompanhamento científico. A qualidade da interacção das crianças com as mães dói avaliada por um psicólogo, que observou as reacções de afecto e atenção da mãe. Um caso em dez, o psicólogo notou um baixo nível de afecto maternal, em 85 por cento dos casos, o nível de afeição era normal e em seis por cento das situações era elevado. Após 34 anos, as mesmas pessoas foram testadas através de uma lista de sintomas reveladores de ansiedade, hostilidade e mal-estar em relação ao mundo. Independentemente do meio social em que os indivíduos estavam inseridos, ficou constatado que os que foram alvo de mais carinhos aos oito meses tinham nível de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos. Curiosamente, não havia diferenças relevantes entre os que receberam um nível de afecto baixo e normal. Segundo os cientistas, isto pode ser explicado pela falta de interacções verdadeiramente negativas no grupo observado. Os mesmos investigadores afirmam que este estudo confirma que as experiências, mesmo as mais precoces, podem influenciar na vida adulta. As memórias biológicas construídas podem “produzir vulnerabilidades latentes”, explicou Joanna Maselko, autora do estudo, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

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