O ministro da Saúde da Guiné-Bissau, Camilo Simões Pereira, disse hoje que os números da SIDA no país são preocupantes e que atingem principalmente a camada jovem da população.
“Os números são realmente preocupantes porque, comparativamente aos indicadores existentes na sub-região, a Guiné-Bissau tem dos piores indicadores”, afirmou, em declarações à Agência Lusa.
Medidas para combater o HIV nos países lusófonos vão ser debatidas no III Congresso sobre SIDA, organizado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre quarta e sexta feira, em Lisboa.
“A média segundo os últimos estudos realizados em 2009 anda à volta 5,9 por cento, quase seis por cento de contaminados”, afirmou,
Segundo um relatório sobre a SIDA na Guiné-Bissau, divulgado quinta feira, a camada jovem, especialmente as mulheres, são as mais afetadas pelo vírus do HIV.
“É um sério problema porque infelizmente dá a impressão que os jovens não estão a assumir as suas responsabilidades”, afirmou o ministro, sublinhando que associa esse aumento ao consumo de álcool.
“Penso que o inimigo número um que temos neste momento tem a ver com o consumo excessivo do álcool”, disse.
“Quando se consome muito álcool, as pessoas sentem-se um pouco mais desinibidas e a tendência é para os excessos. Penso que por ai é que devíamos começar a ver as coisas nos centros urbanos”, explicou Camilo Simões Pereira.
“Nós temos de enfatizar esse aspeto e legislar um pouco mais sobre o uso e consumo de bebidas alcoólicas e da droga em si. Só assim podemos fazer baixar a taxa da prevalência na camada jovem”, disse.
Para o futuro, o ministro da Saúde guineense aposta na prevenção e lembrou que o Governo distribui gratuitamente tratamento antirretroviral.
“É uma grande vantagem porque os antirretrovirais custam muito. Se tivéssemos de pedir aos pacientes para que adquirissem os medicamentos, é quase certo que nunca sairíamos deste beco. Os pacientes não têm capacidade de resposta”, disse.
O primeiro registo de um caso de contaminação com o vírus da SIDA na Guiné-Bissau ocorreu em 1985 e, passados 15 anos, 5,9 por cento dos 1,7 milhões de habitantes do país estão infetados.
Paulo Marques , in Jornal I, edição de 14 de Março de 2010
“Os números são realmente preocupantes porque, comparativamente aos indicadores existentes na sub-região, a Guiné-Bissau tem dos piores indicadores”, afirmou, em declarações à Agência Lusa.
Medidas para combater o HIV nos países lusófonos vão ser debatidas no III Congresso sobre SIDA, organizado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre quarta e sexta feira, em Lisboa.
“A média segundo os últimos estudos realizados em 2009 anda à volta 5,9 por cento, quase seis por cento de contaminados”, afirmou,
Segundo um relatório sobre a SIDA na Guiné-Bissau, divulgado quinta feira, a camada jovem, especialmente as mulheres, são as mais afetadas pelo vírus do HIV.
“É um sério problema porque infelizmente dá a impressão que os jovens não estão a assumir as suas responsabilidades”, afirmou o ministro, sublinhando que associa esse aumento ao consumo de álcool.
“Penso que o inimigo número um que temos neste momento tem a ver com o consumo excessivo do álcool”, disse.
“Quando se consome muito álcool, as pessoas sentem-se um pouco mais desinibidas e a tendência é para os excessos. Penso que por ai é que devíamos começar a ver as coisas nos centros urbanos”, explicou Camilo Simões Pereira.
“Nós temos de enfatizar esse aspeto e legislar um pouco mais sobre o uso e consumo de bebidas alcoólicas e da droga em si. Só assim podemos fazer baixar a taxa da prevalência na camada jovem”, disse.
Para o futuro, o ministro da Saúde guineense aposta na prevenção e lembrou que o Governo distribui gratuitamente tratamento antirretroviral.
“É uma grande vantagem porque os antirretrovirais custam muito. Se tivéssemos de pedir aos pacientes para que adquirissem os medicamentos, é quase certo que nunca sairíamos deste beco. Os pacientes não têm capacidade de resposta”, disse.
O primeiro registo de um caso de contaminação com o vírus da SIDA na Guiné-Bissau ocorreu em 1985 e, passados 15 anos, 5,9 por cento dos 1,7 milhões de habitantes do país estão infetados.
Paulo Marques , in Jornal I, edição de 14 de Março de 2010
Muito bem Srº Veniamin! O que se passa na Guiné-Bissau também nos diz respeito! Sobretudo se pensares no número de colegas teus cuja origem é essa mesma, a Guiné-Bissau!
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