Há médicos que afirmam que a grande maioria dos adolescentes, entre os 15 e os 18 anos, quando começam a experienciar a sua sexualidade, não "fazem amor", mas sim sexo por puro desejo, erotismo e paixão. Ou seja, a sexualidade é vivida para realizar fantasias. Mas cada adolescente é um ser diferente, com a sua personalidade e vivência! Há adolescentes que vivem as suas paixões com extrema seriedade (o que fará com que o sofrimento seja maior no caso de uma ruptura de namoro).
Um aspecto indispensável a demonstrar a estes jovens é a importância da Contracepção. Para muitos deles, a Contracepção é algo que faz parte do mundo dos pais. Para outros, os métodos contraceptivos são incómodos e leva-los a pensar na sexualidade como algo instrumental.
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Tudo isto faz com que os médicos afirmem que, ao ensinar aos adolescentes a importância da Contracepção na sexualidade, não a devemos associar simplesmente a um método que impede a procriação. Também devemos demonstrar-lhes como são importantes na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), as quais podem deixar marcas e/ou feridas irreparáveis para o resto da vida!
A gravidez na adolescência não é um fenómeno novo na história da Humanidade. Em Portugal, e em muitos outros países no mundo, era considerado um acontecimento habitual no início do século XX - porque as mulheres casavam-se muito jovens, muitas vezes aos 16 anos. No entanto, na actualidade, tem sido objecto de preocupação pelas repercussões de ordem psicológica, social e obstétrica que a gestação precoce pode impor à jovem mãe. Como tal, este tema tem recebido muita atenção quer por Psicólogos, quer por parte de outros médicos.
A grande maioria das jovens não terão desejado/planeado a gravidez, mas se em algumas a sua auto-estima sai fragilizada, noutras dá-lhes o estatuto de mulher adulta. Nos livros e revistas onde este tema é retratado, geralmente são apontadas as consequências negativas deste fenómeno: responsabilidade excessiva precoce, alto índice de abandono escolar e diminuição das oportunidades de realização profissional, maior percentagem de divórcios, maior risco de complicações médicas para a mãe e para a criança, e maior probabilidade de abuso infantil. Em Portugal, apesar de haver mais divulgação e uma crescente utilização de métodos anticoncepcionais, continuam a crescer os casos de gravidez na Adolescência, sendo que a taxa é duas ou três vezes superior à da maioria dos restantes países da Europa!
O que pode desencadear a Gravidez na Adolescência:
• Incapacidade em assumir os desafios e as exigências da Adolescência;
• Aceleração da maturação que pode deixar traumas;
• Exclusão do grupo de amigos e/ou social;
• Sequelas no caso de um aborto mal pensado/planeado;
• Sequelas no caso do bebé ser encaminhado para adopção, com ou sem consentimento da adolescente;
• Confusões a nível familiar na disputa da tutela do bebé;
• Rompimento do namoro ou, pelo contrário, torná-lo num vínculo obrigatório por causa do bebé;
• Colocação de difíceis desafios à adolescente por parte da família;
• Diminuição da auto-estima (quase que auto-destrutiva) e terríveis sequelas, sobretudo quando se trata de uma gravidez fruto de uma violação.
Resultados de um estudo feito por um grupo de Médicos:
Um grupo de Médicos realizou, há poucos anos, um estudo em mulheres grávidas adultas e adolescentes, do qual resultaram conclusões que importa considerar. A amostra de adolescentes comportava 30 grávidas (10 no 2º trimestre e 20 no 3º trimestre de gestação); na amostra das adultas também estavam presentes 30 grávidas (16 do 2º trimestre e 14 do 3º trimestre de gestação). Eis, então, os resultados:
• Idade
A idade-média das adolescentes é de 16 anos, e de 26 anos no grupo das adultas. A idade-média dos companheiros das adolescentes é de 21 anos, enquanto que os companheiros das grávidas adultas tinham uma idade-média de 29 anos. Daqui se pode concluir que o pai do bebé da adolescente já não é, na grande maioria das vezes, um jovem adolescente.
• Estado Civil
A maioria das adolescentes são solteiras, enquanto que as adultas são, maioritariamente, casadas - como seria de esperar;
• Habilitações Literárias
A maioria das adolescentes tem o 9º ano, enquanto que a maioria das adultas completou o 12º ano - poucas tinham estudos académicos. Deste modo, estes dados levam-nos a pensar na possibilidade de insucesso escolar nestas jovens;
Jovem, por favor, previne-te quando tens relações! Goza a vida ao máximo, mas com juízo! Sê mãe apenas quando o projectares para ser! Mas, se já estás grávida e procuras um ombro amigo, tens aqui alguém que te apoia sem recriminações!
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